Eivør Pálsdóttir é originária das Faroe Islands, um arquipélago situado no mar da Noruega, muito próximo da Islândia, mas que pertence ao reino da Dinamarca! A mais recente descoberta!
17.5.12
14.5.12
Da Noite ao Silêncio
Bernardo Sassetti - Da Noite ao Silêncio
Uma peça musical pode conter a (precária)raridade que somos. Consistência e fragilidade.
Queremos pôr a mão no ombro do homem que compõe e executa. A peça compele à aproximação.
Se ele é já uma ausência. Descobrimo-nos incapazes ou absurdos. Tememos.
Queremos pôr a mão no ombro do homem que compõe e executa. A peça compele à aproximação.
Se ele é já uma ausência. Descobrimo-nos incapazes ou absurdos. Tememos.
13.5.12
O Mistério de Teresa Salgueiro
I. Explicar às minhas filhas quem é a Teresa Salgueiro. Se é fadista? - não. É tipo a vocalista dos Deolinda? - não. Canta o quê? - Música portuguesa. (Vá, definam o estilo dos Madredeus a duas miúdas de 12 anos, não esquecendo de as motivar para o espectáculo que vão ver a seguir. Ah, elas gostam da Adele, mas também da Rhianna!). Ela canta MUITO bem, fez parte dos Madredeus - podem ouvir todos os CDs - e esse grupo teve imenso sucesso em todo o mundo, até no Japão! No Japão? - sim. E depois de vários anos a trabalhar juntos, decidiram separar-se. Desde há algum tempo, a Teresa Salgueiro tem projectos a solo.
Desconfiadas, foram ver o espectáculo. Primeira impressão: a sala está cheia de pessoas mais velhas, mesmo mais velhas do que eu! É um facto! E não percebo, juro que não percebo. Então agora os fãs dos Madredeus esqueceram ou rejeitam a vocalista! As músicas afinal eram tristes ou chatas, arrastavam-se qual filme de Manoel de Oliveira! Não percebo. A sala está cheia mas não há malta de 20/30 anos e a minha faixa etária também está mal representada. As miúdas têm razão: é só cabelos brancos!
Começa o espectáculo, ouve-se a primeira canção do novo álbum, "O Mistério". E só vos digo: a Teresa Salgueiro e a sua banda exige muito respeitinho. As minhas filhas perceberam o que é cantar irrepreensivelmente bem. Elas sabem, a voz que vem da garganta, o fôlego imenso, e parecer tão simples. E a presença em palco. Sempre contida, é certo. Mas a classe, senhores, a classe. Finalmente (mas não menos importante nestas idades), ela é bonita.
Desconfiadas, foram ver o espectáculo. Primeira impressão: a sala está cheia de pessoas mais velhas, mesmo mais velhas do que eu! É um facto! E não percebo, juro que não percebo. Então agora os fãs dos Madredeus esqueceram ou rejeitam a vocalista! As músicas afinal eram tristes ou chatas, arrastavam-se qual filme de Manoel de Oliveira! Não percebo. A sala está cheia mas não há malta de 20/30 anos e a minha faixa etária também está mal representada. As miúdas têm razão: é só cabelos brancos!
Começa o espectáculo, ouve-se a primeira canção do novo álbum, "O Mistério". E só vos digo: a Teresa Salgueiro e a sua banda exige muito respeitinho. As minhas filhas perceberam o que é cantar irrepreensivelmente bem. Elas sabem, a voz que vem da garganta, o fôlego imenso, e parecer tão simples. E a presença em palco. Sempre contida, é certo. Mas a classe, senhores, a classe. Finalmente (mas não menos importante nestas idades), ela é bonita.
II. Agora eu. Não sei porquê, mas entro no Teatro e penso no Bernardo Sassetti. Vi-o tocar naquela sala. Mas não é isso. É ele todo, o músico e o homem. É a minha geração. Espero que a Teresa Salgueiro lhe dedique uma canção. Espero. Não sei porquê, parece-me bem. Ela não me fez a vontade, apesar de ter falado bastante sobre O Mistério. Há lá maior mistério que a morte! A verdade é que as canções são muito bonitas e a qualidade musical da banda, dos arranjos, a perfomance, é notável. Comovo-me às vezes. Continuo a pensar no Sassetti, enquanto sussuro beijos e pequenas atenções no ouvido das filhas. "Já viram que o contrabaixo está cortado?", "Ela parece uma odalisca, quando abre os braços e ondula as ancas!",....
As filhas vão-se enroscando à medida que as canções se sucedem. Mas não há canções de embalar. O ritmo é forte, o timbre poderoso, o silêncio desperta, há variações que nos fazem querer rodar na cadeira. Há espanto. Estava a ouvi-la e a vê-la e dei comigo a pensar nas minhas divas da América Latina, a postura séria, a voz que encarna uma causa. Teresa Salgueiro defende o conceito do mistério da vida, dos mistérios, fonte da nossa fragilidade e da nossa força. E a necessidade de manter a integridade do ser. Os cabelos compridos da Mercedes Sosa, da Lilla Downs. Um misticismo que-não-é-assim-tão discreto. Mas também ouço e vejo as minhas divas africanas e árabes, Magida El Roumi, Natasha Atlas, Fairouz, Om Lalthoumem. São algumas variações, a tónica musical, a contenção, os temas: a ausência do amado (ela poderia dizer habibi, em vez de meu amado, meu amor), os quatro elementos (a luz da manhã, a terra seca, o firmamento, oásis..., palavras que fixo). Há uma fusão de influências. O acordeão (Carisa Marcelino), a bateria e percussão (Rui Lobato), o contrabaixo (Óscar Daniel Torres) e a guitarra (André Filipe Santos) levam-nos numa viagem. Ouvimos tangos, ritmos tribais, danças do véu, trovas de ventos que passam e vão ficando, fados, toques jazzy, eu sei lá! Mas respiramos bem porque é tudo confusamente simples e harmonioso.
A alegria. Falta falar da alegria que vai crescendo. Eu acho que poderia ser maior ainda se os poemas tivessem sido renovados. Na obra da Teresa Salgueiro, ou neste álbum, isso não aconteceu. Comprei o CD e confirmo a impressão de que a escrita deve ter sido colectiva (como foi colectiva a composição musical). Os poemas não têm autor designado. A artista evoluiu, musicalmente surpreende. Mas as palavras, mesmo que inseridas noutras frases, são as mesmas. «Nas ondas do mar/na luz serena da chuva/eu sei. Aguardo as palavras/suspensas no silêncio/e vou». É belo mas é Madredeus e, naquela mesma voz, o verso belo parece gasto. Foi assim comigo.
De resto, só queria que ela tivesse feito uma pausa no seu imenso profissionalismo, no seu esquema impecável, e dissesse Bernardo Sassetti, o músico velado àquela mesma hora. É a nossa geração, Teresa Salgueiro.
12.5.12
11.5.12
Noite (Alice)
Tema principal do filme ALICE, de Marco Martins, gravado sete anos depois, na Timbuktu Solo Sessions.
Bernardo Sassetti (1970-2012)
Foto de Pedro Cunha
Tive a oportunidade e a felicidade de o ouvir várias vezes em espectáculos ao vivo. Creio que a primeira vez foi em 2005, no InJazz. Gostei tanto que escrevi, mal cheguei a casa : Conhecerão o estilo. Intimista, emotivo, louco, contido, melódico. Virtuoso é claro, e mágico. Às vezes tinha a impressão de sonatas a quatro mãos, orquestra e coro. Mas era só ele, Bernardo Sassetti a solo.
Etiquetas:
Bernardo Sassetti,
Jazz,
Música Contemporânea,
Música Portuguesa
30.4.12
Casi uno
Casi uno: Music by Javier Limón and Anoushka Shankar; Lyrics by Anoushka Shankar (translation by Javier Limón).
Etiquetas:
Anoushka Shankar,
Buika,
Javier Limón,
Música Espanhola,
Música Indiana
24.4.12
O meu amor
A última escolha musical de Miguel Portas na sua página no facebook. "O meu amor". interpretado pela Cristina Branco.
Etiquetas:
Cristina Branco,
Música Brasileira,
Música Portuguesa
23.4.12
Ismael Serrano - Sucede Que A Veces
Sucede que a veces la vida mata y el amor
te echa silicona en los cerrojos de tu casa,
o te abre un expediente de regulación,
y te expulsa del Edén, hacia tierras extrañas.
Sucede que a veces sales de un bar y la luz
quema la piel de e...ste vampiro que te ama,
te llena la frente de fino polvo marrón-sur,
bostezas y te queman agujetas en las alas.
Pero sucede también
que, sin saber cómo ni cuándo,
algo te eriza la piel
y te rescata del naufragio.
Y siempre es viernes, siesta de verano,
verbena en la aldea, guirnaldas en mayo,
tormentas que apagan el televisor.
Teléfonos que arden, me nombra tu voz,
hoy ceno contigo, hoy revolución,
reyes que pierden sus coronas,
verte entre la multitud,
abrazos que incendian la aurora
en las playas del sur.
Sucede que a veces la vida mata y te encuentras
solo y en este corazón no reciclable
se hunden petroleros desahuciados y sospechas
que provocan miopía en lanzadores de puñales.
Sucede que a veces la vida mata y el invierno
saca su revólver, te encañona en las costillas,
te aterran los álbumes de fotos y el espejo,
huele a pino el coche y el mar a gasolina
te echa silicona en los cerrojos de tu casa,
o te abre un expediente de regulación,
y te expulsa del Edén, hacia tierras extrañas.
Sucede que a veces sales de un bar y la luz
quema la piel de e...ste vampiro que te ama,
te llena la frente de fino polvo marrón-sur,
bostezas y te queman agujetas en las alas.
Pero sucede también
que, sin saber cómo ni cuándo,
algo te eriza la piel
y te rescata del naufragio.
Y siempre es viernes, siesta de verano,
verbena en la aldea, guirnaldas en mayo,
tormentas que apagan el televisor.
Teléfonos que arden, me nombra tu voz,
hoy ceno contigo, hoy revolución,
reyes que pierden sus coronas,
verte entre la multitud,
abrazos que incendian la aurora
en las playas del sur.
Sucede que a veces la vida mata y te encuentras
solo y en este corazón no reciclable
se hunden petroleros desahuciados y sospechas
que provocan miopía en lanzadores de puñales.
Sucede que a veces la vida mata y el invierno
saca su revólver, te encañona en las costillas,
te aterran los álbumes de fotos y el espejo,
huele a pino el coche y el mar a gasolina
Etiquetas:
Ismael Serrano,
Música Espanhola
16.4.12
Musica Nuda
Petra Magoni e Ferruccio Spinetti são a diva e o contrabaixo que Patrick Süskind não imaginou. Leram "O Contrabaixo" (1981), livro escrito antes do famoso "O Perfume - História de um assassino" (1985)? Tenho uma paixão por esse pequeno livro (monólogo)___ e pelos Musica Nuda. Oh cordas vocais virtuosas!
Vídeo coreografia "Bocca di Rosa". Direção vídeo: Roggero Pini. Bailarina e coreógrafa: Sarah Pini.
Etiquetas:
Ferruccio Spinetti,
Música,
Musica Nuda,
Petra Magoni,
Roggero Pini,
Sarah Pini
15.4.12
Primavera
Sylvia Telles (1934-1966) morreu aos 36 anos num acidente de viação. É uma das mais extraordinárias vozes da Bossa Nova - mas também das mais esquecidas.
Etiquetas:
Carlos Lyra,
Música Brasileira,
Sylvia Telles,
Vinicius de Moraes
9.4.12
Adriano Correia de Oliveira
ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA - 1942 - 1982. Faria hoje 70 anos.
Etiquetas:
Adriano Correia de Oliveira,
Música Portuguesa
Não se deitam comigo corações obedientes
A Naifa, hoje, no Centro Cultural de Ílhavo.
Foi bom vê-los pela terceira vez ao vivo, agora sem o João Aguardela, mas ainda com a memória dele tão presente. A Sandra Baptista é o novo elemento da banda e é simplesmente a mulher mais bonita que já vi a tocar baixo. A Mitó (voz), o Luis Varatojo (guitarra portuesa) e o Samuel Palitos (bateria) estão como esperávamos, cada vez mais próximos, cada vez mais simples. O Centro Cultural de Ílhavo estava com a casa meia cheia (não se sentiu a parte meia vazia)(mas, pela conversa após o espectáculo, nos bastidores, não havia muita gente da terra___ ou havia muita gente que não era de Ílhavo)(a verdade apanha-se com mentiras ou entre muitas tentativas para contar uma mesma estória). O novo álbum tem um título poético e revelador, afirma uma atitude, que eu diria ser a d' A Naifa: "Não se deitam comigo corações obedientes". Como em todos os álbuns anteriores, há um enorme cuidado com as letras das canções; desta vez, todos os temas têm a autoria de poetisas portuguesas. Se gostarem de Margarida Vale de Gato ou de Adília Lopes, podem (re)encontrá-las. e Maria do Rosário Pedreira, Ana Paula Inácio e Renata Correia Botelho. Enfim, «não há mais mundos, este chega e sobeja/ o fruto proibido era a cereja...».
Etiquetas:
A Naifa,
Espectáculo,
Música Portuguesa
27.3.12
20.3.12
New York, New York
Só por esta interpretação, o filme, Shame (Steve McQueen, 2011 já) teria valido a pena.
16.3.12
15.3.12
5.3.12
25.2.12
Zeca
Ontem não escrevi nada aqui. mas faltou o Zeca. e não sei se sentiram: as águas das fontes calaram-se e as ribeiras choraram.
Etiquetas:
Música Portuguesa,
Zeca Afonso
Subscrever:
Mensagens (Atom)


.jpg)