Léo Ferré pegou num gravador e em sua casa gravou dezenas e dezenas de poemas de Rimbaud e de Verlaine. Por vezes, musicava os poemas. A voz e o seu piano. Só depois da sua morte foram encontradas todas gravações (que não são de grande qualidade técnica). Imaginar esses momentos. enternece. Aqui, um registo muito belo. Comecemos por Paul Verlaine.
Diz que não é um catálogo de recursos vocais__como se fosse uma acrobata. mas o canto da garganta, antigo, é seu. Um canto entre o animal e o humano. A mais artística das virtuosas, mais do que a fantástica Meredith Monk, pareceu-me, depois de ter visto as duas ao vivo. e menos estranha (às vezes) que a gloriosa Diamanda Galas.
Diz-me lá porque é que tu não me envias postais durante o ano inteiro Diz-me lá porque razão é que não me dás prendas sem ter um pretexto Diz-me lá o que te move uma vez por ano Eu preciso mais de ti do que te vais lembrando
Filmado por Deolinda. Edição e pós produção vídeo por Filipe Cunha Monteiro Gravado e misturado por Sérgio Milhano nos Estúdios Ponto Zurca Participação de Filipe Cunha Monteiro na Pedal Steel Guitar Deolinda, Dezembro de 2011
Agnes Caroline Thaarup Obel, dinamarquesa, cantora e compositora. Descoberta recente.
[Black and white super-8 music video from Agnes Obel for the single 'Riverside'. With its gloomy and scenic imagery, the video melts the strange together with the realistic. The video was shot in the summer of 2010 in the woods of Berlin and is directed and filmed by Alex Brüel Flagstad.]
Em Melancholia, Wagner. No Anticristo, Händel. A música ao serviço do cinema. A fotografia _Manuel Alberto Claro_Anthony Dod Mantle_ ao serviço do cinema. Heidegger. do sentido do ser. ser que caminha para a morte. O Dasein. em Lars von Trier.
Concerto 15 Nov 2011 na Casa da Música Travessa do poço dos Negros Letra: Luis Represas Música: João Gil Rui Oliveira: voz Marco Figueiredo: piano Miguel Calhaz: contrabaixo Alexandre Lau: som
Dia 19-11, Teatro Aveirense: O programa dos Festivais de Outono 2011 encerrou no Teatro Aveirense com Pedro Burmester ao piano, acompanhado pela Orquestra Filarmonia das Beiras e Orquestras de Sopros e Cordas do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro. A direcção do concerto esteve a cargo de Luís Carvalho e do programa constaram obras de Richard Strauss, FREDERICO DE FREITAS e Berlioz.
No programa lê-se ainda:
«A exemplo dos anos mais recentes, a edição 2011 dos Festivais de Outono manteve a mesma filosofia. A sua identidade reside na preocupação em ser um festival inclusivo e não exclusivo, em possibilitar encontros de linguagens e de práticas musicais de quadrantes diversos e em reunir as sinergias necessárias à implementação de projectos especiais que aliem as novas tecnologias da imagem à música.»
I lost myself on a cool damp night I gave myself in that misty light (small g) Was hypnotized by a strange delight Under a lilac tree I made wine from the lilac tree Put my heart in its recipe It makes me see what I want to see (may be better to say "What I wanted to see" and be what I want to be When I think more than I want to think I do things I never should do I drink much more than I ought to drink Because it brings me back you... Lilac wine is sweet and heady, like my love Lilac wine, I feel unsteady, like my love Listen to me... I cannot see clearly Isn't that she coming to me nearly here? (is coming) Lilac wine is sweet and heady, where's my love? Lilac wine, I feel unsteady, where's my love? Listen to me, why is everything so hazy? Isn't that she, or am I just going crazy, dear? Lilac Wine, I feel unready for my love, feel unready for my love.
(lyrics and music by James Shelton,1950) Originally performed by Elkie Brooks
The Cinematic Orchestra Lilac Wine
Nina Simone Album: Wild is the wind (1966) Canção: Lilac Wine
Também queremos ouvir as canções do último álbum ao vivo e "Geni e o Zepelim" que o Chico Buarque diz que nunca cantou em show. "Foram tantos os pedidos Tão sinceros, tão sentidos"!
Faixa 8 de "Chico". Lembra a emoção das canções dos primeiros anos. Poesia e doçura. Mulheres tristes que queremos ser só para sermos cantadas assim. (é o poder do Chico Buarque e do Brel)
Pachos na testa terço na mão uma botija chá de limão zaragatoas vinho com mel três aspirinas creme na pele grito de medo chamo a mulher - ai Lurdes Lurdes que vou mriorrer mede-me a febre olha-me a goela cala os miúdos fecha a janela não quero canja nem a salada ai Lurdes Lurdes não vales nada