8.1.12

Desasosiego

Diz que não é um catálogo de recursos vocais__como se fosse uma acrobata. mas o canto da garganta, antigo, é seu. Um canto entre o animal e o humano. A mais artística das virtuosas, mais do que a fantástica Meredith Monk, pareceu-me, depois de ter visto as duas ao vivo. e menos estranha (às vezes) que a gloriosa Diamanda Galas.

24.12.11

Canção de todos os dias

Diz-me lá porque é que tu não me envias postais durante o ano inteiro
Diz-me lá porque razão é que não me dás prendas sem ter um pretexto
Diz-me lá o que te move uma vez por ano
Eu preciso mais de ti do que te vais lembrando



Filmado por Deolinda.
Edição e pós produção vídeo por Filipe Cunha Monteiro
Gravado e misturado por Sérgio Milhano nos Estúdios Ponto Zurca
Participação de Filipe Cunha Monteiro na Pedal Steel Guitar
Deolinda, Dezembro de 2011

19.12.11

«Não há ninguém que diga mal da Cesária»

Morreu uma diva! Acredito que, em Cabo Verde e em muitos outros pedaços do mundo, todos sintam que estão de «pés descalços»! 

11.12.11

Andrea Corr

Não. Não são os The Velvet Underground. Ouçam Pale Blue Eyes na versão da irlandesa Andrea Corr (álbum Lifelines). So sweet.

Agnes Obel

Agnes Caroline Thaarup Obel, dinamarquesa, cantora e compositora. Descoberta recente.



[Black and white super-8 music video from Agnes Obel for the single 'Riverside'. With its gloomy and scenic imagery, the video melts the strange together with the realistic. The video was shot in the summer of 2010 in the woods of Berlin and is directed and filmed by Alex Brüel Flagstad.]

Obras de Arte a (re)VER

Em Melancholia, Wagner. No Anticristo, Händel. A música ao serviço do cinema. A fotografia _Manuel Alberto Claro_Anthony Dod Mantle_ ao serviço do cinema. Heidegger. do sentido do ser. ser que caminha para a morte. O Dasein. em Lars von Trier.



29.11.11

Rui Oliveira


Concerto 15 Nov 2011 na Casa da Música
Travessa do poço dos Negros
Letra: Luis Represas
Música: João Gil
Rui Oliveira: voz
Marco Figueiredo: piano
Miguel Calhaz: contrabaixo
Alexandre Lau: som

25.11.11

Outono ' 71

...no Outono de 1971...cinco obras primas da música portuguesa!

Em Aveiro, no Mercado Negro, 30 de Novembro, 21h 30m.
Organização do Núcleo da Região de Aveiro da ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO.

22.11.11

Elkie Brooks

Aceitando a sugestão que me deixaram aqui, eis a versão de Lilac Wine de Elkie Brooks.  Muito boa indeed.

20.11.11

Festivais de Outono

Dia 19-11, Teatro Aveirense: O programa dos Festivais de Outono 2011 encerrou no Teatro Aveirense com Pedro Burmester ao piano, acompanhado pela Orquestra Filarmonia das Beiras e Orquestras de Sopros e Cordas do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro. A direcção do concerto esteve a cargo de Luís Carvalho e do programa constaram obras de Richard Strauss, FREDERICO DE FREITAS e Berlioz.
No programa lê-se ainda:
«A exemplo dos anos mais recentes, a edição 2011 dos Festivais de Outono manteve a mesma filosofia. A sua identidade reside na preocupação em ser um festival inclusivo e não exclusivo, em possibilitar encontros de linguagens e de práticas musicais de quadrantes diversos e em reunir as sinergias necessárias à implementação de projectos especiais que aliem as novas tecnologias da imagem à música.»
Última nota: é necessário fazer maior divulgação!

18.11.11

Último rol de vídeos desta facebookiana #2

Goodbye Blue sky
You made me happy for a while
And how you gave me
Your blue smile

Autor: o israelita (sabiam?) Oren Lavie
Album: The Opposite Side Of The Sea
Canção: 10 - Blue Smile




Não me venha falar
Na malícia de toda mulher
Cada um sabe a dor
E a delícia
De ser o que é...


Autor: Caetano Veloso
Canção: Dom de iludir



Autor: The Cinematic Orchestra
Canção: Banda sonora da curta metragem realizada por Charles Sheeler e Paul Strand (1921), Manhatta



I lost myself on a cool damp night
I gave myself in that misty light (small g)
Was hypnotized by a strange delight
Under a lilac tree
I made wine from the lilac tree
Put my heart in its recipe
It makes me see what I want to see (may be better to say "What I wanted to see"
and be what I want to be
When I think more than I want to think
I do things I never should do
I drink much more than I ought to drink
Because it brings me back you...
Lilac wine is sweet and heady, like my love
Lilac wine, I feel unsteady, like my love
Listen to me... I cannot see clearly
Isn't that she coming to me nearly here? (is coming)
Lilac wine is sweet and heady, where's my love?
Lilac wine, I feel unsteady, where's my love?
Listen to me, why is everything so hazy?
Isn't that she, or am I just going crazy, dear?
Lilac Wine, I feel unready for my love,
feel unready for my love.

(lyrics and music by James Shelton,1950)
Originally performed by Elkie Brooks


The Cinematic Orchestra Lilac Wine



Nina Simone
Album: Wild is the wind (1966)
Canção: Lilac Wine



Jeff Buckley
Lilac Wine


13.11.11

A Pele Que Há em Mim (Quando o dia entardeceu)


JP Simões foi convidado para entrar no universo de "A Pele que há em mim".
Este tema faz parte da nova edição de , com lançamento em Dezembro de 2011

4.11.11

Último rol de vídeos desta facebookiana

Porque sim:

Jon Mclaughlin - Beautiful Disaster


Lançado o álbum biophilia, e antes de o ouvir (acabou de chegar via shop.bjork), voltar ao passado e ao vício Björk:

Pagan Poetry


Bachelorette


___ E retorno às origens lusas com:

Carlos Paredes - Mudar de Vida, com Luísa Amaro na Viola e Paulo Curado na Flauta


António Zambujo - Foi Deus
(Foi Deus como deus quis: assim, simples, sem grandes arranjos)

20.10.11

Chico

Também queremos ouvir as canções do último álbum ao vivo e "Geni e o Zepelim" que o Chico Buarque diz que nunca cantou em show. "Foram tantos os pedidos Tão sinceros, tão sentidos"!



Faixa 8 de "Chico". Lembra a emoção das canções dos primeiros anos. Poesia e doçura. Mulheres tristes que queremos ser só para sermos cantadas assim. (é o poder do Chico Buarque e do Brel)

16.10.11

Todos os homens são maricas quando estão com gripe

Pachos na testa terço na mão uma botija chá de limão zaragatoas vinho com mel três aspirinas creme na pele grito de medo chamo a mulher - ai Lurdes Lurdes que vou mriorrer mede-me a febre olha-me a goela cala os miúdos fecha a janela não quero canja nem a salada ai Lurdes Lurdes não vales nada


Letra: António Lobo Antunes

14.10.11

Embraceable you



Embrace me, my sweet embraceable you
Embrace me, you irreplaceable you

Just one look at you
My heart grew tipsy in me
You and you alone
Bring out the gypsy in me

I love all the many charms about you
Above all, I want these arms about you

Dont be a naughty baby
Come to papa, come to papa do
My sweet embraceable you

I love all the many charms about you
Above all, I want my arms about you

So dont you be, a naughty baby
Come to papa do
My sweet embraceable you

(George Gershwin/Ira Gershwin. 1928)

11.10.11

Momento de jejum dedicado ao ajardinado arquipélago

A escolha dos 4 minutos e 33 segundos deve-se aos 273 segundos. Na escala Kelvin de temperatura, -273º C corresponde a 0 K, que é o zero absoluto, ou seja, estado de repouso completo das moléculas. Um momento musical que dedico a todos os eleitores madeirenses como forma de jejum depois da maravilhosa e sempre eficiente campanha eleitoral vivida no ajardinado arquipélago. (Por acaso, esta é uma das melhores gravações que conheço desta obra de Cage.___ Ouvimos tossir! Pois, não há silêncio, há sempre música!)

9.10.11

For my love is like the wind and wild is the wind



Love me love me love me
Say you do
Let me fly away
with you
For my love is like
the wind
And wild is the wind
Give me more
than one caress
Satisfy this
hungriness
Let the wind
blow through your heart
For wild is the wind
You...
touch me...
I hear the sound
of mandolins
You...
kiss me...
With your kiss
my life begins
You're spring to me
All things
to me
Don't you know you're
life itself
Like a leaf clings
to a tree
Oh my darling,
cling to me
For we're creatures
of the wind
And wild is the wind
So wild is the wind
Wild is the wind
Wild is the wind

(Dimitri Tiomkin e Ned Washington, 1957)


___ e a versão original de Johnny Mathis.

8.10.11

Stairway to heaven

And as we wind on down the road
Our shadows taller than our soul
There walks a lady we all know
Who shines white light and wants to show
How everything still turns to gold
And if you listen very hard
The tune will come to you at last
When all is one and one is all, yeah
To be a rock and not to roll.


And she's buying the stairway to heaven.