30.4.08

Piano voador enamorado de uma voz. para a Lúcia



_____ Piano suspenso, notas suspensas, seguras. arrebatador. Chove uma canção chamada Beatriz. ensemble (Edu Lobo/Chico Buarque)(Mário Laginha/Maria João). Tinha que fazer a oferenda: à Lúcia, pois.


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já agora:

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Pra sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida

Aquele Abraço



Para ela. Por tudo e isto.

27.4.08

Radio Song by Carlos Barretto Trio



"Radio Song" de João Pinto
do álbum "Radio Song"
vídeo filmado no Teatro Maria Matos , Lisboa (2002)

Carlos Barretto (CB)
Mário Delgado (G)
José Salgueiro (D)

21.4.08

DAMIEN RICE




I gave me away
I could have knocked off the evening
But I lonelily landed my waltz in her hands
In a way I felt you were leaving me
I was sure I wouldn't find you at home
And you let me down
You could have knocked off the evening
But you lonelily let him push under your bone
You let me down
It's no use deceiving
Neither of us wanna be alone

You're coming home, you're coming home

I gave me away
I could have knocked off the evening
But I was lonelily looking for someone to hold
In a way I lost all I believed in
And I never found myself so low
And you let me down
You could've called if you'd needed
But you lonelily got yourself locked in instead
And you let me down
It's one thing being cheated
But you took him all the way through your bed

And now you're coming home
And I'm trying to forgive
You're coming home
And I'm trying to forget
You're coming home
And I'm trying to move on
You're coming home
And you haven't called yet

You're coming home
And I'm trying to forgive
You're coming home
I'm just trying to forget
You're coming home
I'm trying to move on
You're coming home
But you haven't called
You're coming home

You're coming home, you're coming home

I gave me away
I could have knocked off the evening
But I lonelily loomed her into my bone
You let me down
There's no use deceiving
Neither of us wanna be alone

13.2.08


"Voilà ce qu'il faut faire" s'était alors dit Carlos Jobim, raconte Henri Salvador dans VSD. "Ralentir le tempo de la samba et mettre une jolie mélodie et de beaux accords dessus. Donc, je suis à l'origine de la bossa-nova sans l'avoir voulu."

(ler mais)

e como eu gostava dele...

Morreu Henri Salvador, mon jardin d´hiver.



[Esta é para ti]

1.2.08

El cementerio indio

Juan Luis Guerra - La Llave De Mi Corazon (2007)


Shakira - La Tortura (2006)


Alejandro Sanz - Tú no tienes alma (2005)


Alejandro Sanz - No es lo mismo (2004)


Juanes - Es Por Ti (2003)


Alejandro Sanz - Y Solo Se Me Ocurre Amarte (2002)


Alejandro Sanz - El Alma En Al Aire (2001)


Marc Anthony - Dímelo (I Need To Know) (2000)



Eis os "Grammy Latino de Canção do Ano" desde o ano 2000 (Marc Anthony) até 2007 (Juan Luis Guerra), passando por Sanz e Sanz e Sanz... Ontem, depois do Swing, o zapping ofereceu-me a Cerimónia de Entrega dos Prémios em Las Vegas (falada em espanhol, dobrada em inglês e legendada em português!). A versão latino-americana dos prémios Grammy é pior que as novelas mexicanas! Mas trágico mesmo é que o gosto musical a la Grammy Latino é um insulto à cultura ibero americana. Dónde esta el alma?

2.11.07

Youcali

Ou um post dedicado à Claudia Sousa Dias:



É quase no fim do mundo
Que meu barco errante
Vagueando pelas ondas
Me conduziu um dia
A ilha é pequena
Mas a fada que lá vive
Gentilmente nos convida
A um passeio por ali

Youkali
A terra dos desejos
Youkali
A alegria, o prazer
Youkali
É o lugar onde esquecemos os problemas
É em nossa noite como uma fresta de luz
A estrela que seguimos
É Youkali

Youkali
É a honra dos juramentos perdidos
Youkali
A terra do amor correspondido
É a esperança
Que há em todo coração humano
A libertação do que esperamos para o amanhã

Youkali
A terra de nossos desejos
Youkali
É alegria, é prazer
Mas é um sonho, uma insensatez
Não há
Youkali"

-Kurt Weill

Youkali é um "Tango Habanera" composto por Kurt Weill durante o seu exílio em França. Na verdade, Weill escrevera a música em 1934 (para a peça Marie Galante) e só em 1946 Roger Fernay criou esta letra. Música e poema invocam uma ilha paradisíaca e o desejo de fuga de uma Europa ameaçadora, em vias de entrar na II Guerra Mundial. Um ano depois de ter composto esta canção, Weill deixou a França em direcção aos EUA, escapando assim à perseguição nazi.

Rui Pedro - Andarilho

PANO CRU


BEBIANA


MALA REPUTATION



Rui Pedro fez a primeira parte do concerto de Lloyd Cole, em Aveiro.

Lloyd Cold

Ele cantou Jennifer She Said, mas senti falta dos Commotions. Ou seja, Lloyd Cole é exímio mas depois da quinta canção já sentimos um certo enfado (acho que usei uma palavra muito forte; vamos antes dizer, sonolência)(esqueçam, eu gostei)(há nele uma tal bonomia!)(preferia beber uns copos com ele, podia ser a Super Bock que tanto aprecia, e que ele fosse entrecortando a conversa com uma, duas canções)(o rapaz do vídeo de baixo pode continuar no vídeo)(o Lloyd Cole de hoje, com as duas guitarras, que ele próprio afina - o luxo do afinador profissional acabou há algum tempo - parece bem consigo mesmo)(cada vez menos popular, diz)(isso é o menos)(mas exige-se menos reserva num espectáculo intimista)(e variações de ritmo!)(a sério, fiquei com mais vontade. mais vontade de conversar do que de o ouvir cantar)(merda, mas ele é mesmo bom músico)(vão vê-lo e decidam, que eu não consigo desatar isto)

1.11.07

Lloyd Cole


Don't Look Back

O concerto é logo, logo, às 21:30h no Aveirense.

30.10.07

Ópera Três Vinténs

Ópera "Três Vinténs" de Kurt Weil

Orquestra Sinfonieta da Esmae. Direcção Musical - António Saiote.
Encenação - Marcos Barbosa.
Coro – Estúdio Ópera do Departamento de Comunicação e Artes da Universidade de Aveiro.
Co-produção – Fundação João Jacinto Magalhães e Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

No Teatro Aveirense, hoje, às 21:30h.



Adenda: Depois desta ópera de Kurt Weil, e tendo já visto Orfeu nos Infernos, não tenho dúvidas de que vou manter-me fiel aos espectáculos da Classe de Canto da Universidade de Aveiro. A encenação de Marcos Barbosa é fiel à intenção original da criação de um novo teatro musical: os conceitos de ópera e de teatro aliam-se com humor e eficácia. A tradução e a integração da mesma (texto) na dinâmica da peça foram decisões inteligentes. Cómica, poética, grotesca, agridoce, cruel, irónica, ontem reconhecemos o espírito Brechtiano. O público aderiu. Culpa nossa, Bertolt Brecht está longe de estar obsoleto.

21.10.07

Espírito Nativo

Jacqueline Mercado é mexicana, Pumacayo Conde é peruano, Rui Meira e Ricardo Gouveia são portugueses. Os quatro sentem passion pela música ibero-americana. Pesquisaram e dominam as outras personagens que entram no espectáculo: a quena, a flauta de pâ, o charango, o quatro venezuelano, o bombo leguero, congas, bongôs, chajchas, o palo de agua, clavas e maracas. Chacareras e zambas argentinas, huayños das comunidades andinas, cúmbias da Colômbia, joropos da Venezuela, rancheras mexicanas, um continente de ritmos e palavras. Ontem ouvi muito mais que este repertório. Estabeleceram pontes. O folclore português e o uruguaio, Victor Jara e Zeca Afonso, por exemplo.
Jacqueline e Rui Meira são ainda dotados de uma voz belíssima, caliente, portentosa. E têm alma.
O grupo chama-se Espírito Nativo (bom site) e pude ouvi-los no Cine Teatro de Estarreja. O público apreciou mas eram poucos os verdadeiros aficionados. A América Latina é um continente em via de descoberta e de reinvenção, mas é preciso navegar, pá. Do outro lado do mar não existe apenas o grande Brasil. O projecto ganha mais sentido por isso mesmo. A multiculturalidade assumida torna-os ímpares.
Atentem aos futuros concertos, procurem-nos. Deixaram-me uma fotografia de um espectáculo no Palácio Foz com os contactos escritos:
Tel: 966 555 809/966 497 225
espiritonativo@espiritonativo.com

Eu gostaria de os ouver mais por aí.

19.10.07

BS #11 Claude Nougaro

O seu mentor foi Georges Brassens. Foi poeta, pintor-desenhador, cantor de cabaret. Tornou-se um músico fantástico. mais um que Portugal não importou em vida: Claude Nougaro (aproveitem para ver no site a «ficção musical») (1929-2004).

TOULOUSE


TU VERRAS


ARMSTRONG


CINEMA