9.8.07
Jamaica II
Passear pela Costa Norte da Jamaica, na província de Saint Ann, atravessando colinas verdejantes, selvagens, por estradas estreitas de terra e restos de asfalto, até à aldeia natal de Bob Marley, Nine Miles. Aqui, onde Bob Marley viveu até aos 13 anos. Depois da morte do pai, um militar inglês, a família mudou-se para a capital, Kingston. Agora todos regressaram às origens. A mãe, Cedella, ainda é viva, festejou 91 anos há duas semanas. Vive ali mesmo, na casa-terreiro onde filho e mais família estão sepultados, como de resto é costume na Jamaica. Vemos campas nos fundos dos jardins. Os mortos continuam vivos. Bob parece vivo. O tio, aquele que lhe ofereceu a primeira guitarra, vem receber-nos, e canta também. Muitos Rasta circulam no lugar. O túmulo de Bob Marley é um pequeno santuário Rastafarian. Devemos descalçar-nos. No photos, please. Apenas nos jardins e na casa à qual voltava sempre quando precisava de descansar. O quarto simples, a cama single, continuam ali. Teve dezanove filhos mas em Nine Miles dormia só. E a sua pedra. A pedra onde pousava a cabeça buscando inspiração. Podemos tocá-la ou adormecer recostados. O túmulo é que é sagrado. Um bloco de mármore imenso numa sala mínima. Muitas imagens de Bob. Um busto sobre uma mesa à entrada. O guia Rasta fala-nos da ligação de Bob àquele lugar, a Zion, a montanha, Iron like a lion in zion... e todo o culto actual explora as suas convicções religiosas em detrimento das suas posições políticas. Quanto à marijuana, que ajudava Bob a entrar em comunhão com o mundo, continua a ser cultivada e oferecida a todos os viajantes. Mesmo se o consumo é ilegal no país (os polícias fecham os olhos e até dão umas passas). E enfim, não é propriamente oferecida. Na Jamaica tudo se paga, de preferência em dólares americanos. De resto, esse é o maior desencanto. Os herdeiros de Bob Marley fazem fortuna a olhos vistos, One Love One Heart Tipe Everyone And Feel Alright. Uma forma de ostentação da riqueza é o implante de dentes de ouro. A família de Marley tem vários. Alguns adolescentes jamaicanos alojados no hotel também... Mas o que se vê mais na Jamaica é pobreza.
O país explora até à exaustão a herança deixada por Bob Marley. Artesanato, pintura, t-shirts usam o rei do reggae como símbolo e marca da Jamaica. Existem vários museus. Visitei o de Ocho Rios. Chama-se Reggae Explosion, tem formato pop, e só é interessante porque reporta a influência de Marley noutros músicos. See the photos. It's free.
O país explora até à exaustão a herança deixada por Bob Marley. Artesanato, pintura, t-shirts usam o rei do reggae como símbolo e marca da Jamaica. Existem vários museus. Visitei o de Ocho Rios. Chama-se Reggae Explosion, tem formato pop, e só é interessante porque reporta a influência de Marley noutros músicos. See the photos. It's free.
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25.7.07
22.7.07
Don't Worry About a Thing
Não façam como eu que confundi Three Little Birds (Don't worry about a thing...) do Bob Marley com Don't Worry Be Happy, do Bob McFerrin...
Estou mal. Se não fosse o Joaquim... ;)
Estou mal. Se não fosse o Joaquim... ;)
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Ouviram o McFerrin?
Gounod's 19th century adaptation of the first prelude from Bach's Well-Tempered Clavier has become his most popular song.
...mas também pode ser assim:
Victoria Taranova, soprano
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Música Clássica
Don't Worry Be Happy
BOB McFERRIN
... ou talvez AVE MARIA?
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Divas de serviço no DC
21.7.07
Dead can dance
Comprei o álbum Toward The Within (e Spirit Chaser, e Into The Labyrinth, enfim, tudo o que encontrei) e tenho andado a viajar pelo mundo com estes australianos. mesmo se uma imensa tristeza me invade de tempos a tempos...
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20.7.07
Amanhã Demanhã Doce Norte
1. Quando andávamos na universidade, depois de beber uns copos a mais, eu e a minha amiga G. fazíamos muitas vezes um show musical com um alinhamento muito especial. Constava sempre uma canção das Doce, Amanhã Demanhã, que cantávamos com um acentuado sotaque do norte. "Feicha a puorta, apaga as luzis, bem deitar-te a moeu lado/Dá-me um bueijo e o meu deseijo vai ficar acuordado". Ela era de Braga, e as duas, nortenhas (mesmo sem ser de gema), não tínhamos nenhuma dificuldade em dar um tom muito natural à pronúncia. Junto dos lisboetas da Universidade Nova (que por acaso eram poucos) e do Bairro Alto tivémos algum sucesso.
2. Passados vinte anos, não queria acreditar quando comecei a ouvir as minhas filhas cantar esta canção. Esta e outras das Doce, tipo "Uma da manhã, Hei"! As letras não se adequam muito a meninas de 6/7 anos, certo? Mas não havia nada a fazer. A Docemania tinha chegado cá a casa! Surpresa: quando fizeram anos, receberam o CD!
3. Agora que elas estão de férias, há sempre um momento do dia em que Amanhã Demanhã ecoa pela casa. Como elas sabem que esta é "a música da mamã e da madrinha G.", até aumentam o volume!
4. Dei por mim no duche a inventar versões diferentes desta canção. É difícil expressar-vos a emoção da descoberta, mas esta letra dá para tudo! Comecei com um swing: "Fe-cha-a-por-ta apa-ga a luUuUuUuUz". A versão cabaret alemão também fica bem, mas como não posso dançar para vocês, não sei se consigo convencer-vos. Como modinha brasileira é um mimo: "Fêche a porta, apague a luz, vem deitarrr-te a meu ladu". Enfim, demorei um tempão no duche, o que é pouco ecológico, mas saí de lá com a alma lavada. E concluí que a melhor versão é a da balada à Jorge Palma, mesmo se o estilo Madredeus também não fica nada mal. Deixo-vos a letra, decidam.
Fecha a porta, apaga as luzes
Vem deitar-te a meu lado
Dá-me um beijo e o meu desejo
Vai ficar acordado
Vem amor, a noite é uma criança
E depois quem ama por gosto não cansa
Amanhã de manhã
REFRÃO: Vamos acordar e ficar a ouvir
A rádio no ar, a chuva a cair
Eu vou-te abraçar e prender-te então
No corpo que é teu, na cama, no chão
Os nossos lençóis e a colcha de lã
Eu vou-te abraçar amanhã de manhã
Fecha os olhos, esquece o tempo
Nesta noite sem fim
Abre os braços, acende um beijo
Fica dentro de mim
Vem amor, a noite é uma criança
E depois quem ama por gosto não cansa
Amanhã de manhã
3. Agora que elas estão de férias, há sempre um momento do dia em que Amanhã Demanhã ecoa pela casa. Como elas sabem que esta é "a música da mamã e da madrinha G.", até aumentam o volume!
4. Dei por mim no duche a inventar versões diferentes desta canção. É difícil expressar-vos a emoção da descoberta, mas esta letra dá para tudo! Comecei com um swing: "Fe-cha-a-por-ta apa-ga a luUuUuUuUz". A versão cabaret alemão também fica bem, mas como não posso dançar para vocês, não sei se consigo convencer-vos. Como modinha brasileira é um mimo: "Fêche a porta, apague a luz, vem deitarrr-te a meu ladu". Enfim, demorei um tempão no duche, o que é pouco ecológico, mas saí de lá com a alma lavada. E concluí que a melhor versão é a da balada à Jorge Palma, mesmo se o estilo Madredeus também não fica nada mal. Deixo-vos a letra, decidam.
Fecha a porta, apaga as luzes
Vem deitar-te a meu lado
Dá-me um beijo e o meu desejo
Vai ficar acordado
Vem amor, a noite é uma criança
E depois quem ama por gosto não cansa
Amanhã de manhã
REFRÃO: Vamos acordar e ficar a ouvir
A rádio no ar, a chuva a cair
Eu vou-te abraçar e prender-te então
No corpo que é teu, na cama, no chão
Os nossos lençóis e a colcha de lã
Eu vou-te abraçar amanhã de manhã
Fecha os olhos, esquece o tempo
Nesta noite sem fim
Abre os braços, acende um beijo
Fica dentro de mim
Vem amor, a noite é uma criança
E depois quem ama por gosto não cansa
Amanhã de manhã
5. Saiu o Norte, e eu gosto muito do Jorge Palma.
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Doce,
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18.7.07
Canção de Ninar
ABERTURA DOS JOGOS PAN-AMERICANOS NO RIO DE JANEIRO (12 a 29 de Julho)
No dia que ficou marcado pelo mais trágico acidente de aviação no Brasil.
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Adriana Calcanhotto,
Brasil,
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17.7.07
Ted Lyons & His Cubs at the Silver Jubilee
Quem descobriu a pérola foi o grande Bino. Diz ele, e com razão, que o genérico de abertura do "Diz que é uma espécie de Magazine" teria ficado com mais pinta se baseado nesta cena genial...
Gumnaam(1965) - Directed by Raja Nawathe. Jaan Pehechaan Ho - Composed by Mohammed Rafi. According to its overenthusiastic trailer, Gumnaam (means "lost one") was "India's first suspense thriller". One of its musical numbers was used as the opening credits of the well-regarded indie film Ghost World.
Gumnaam(1965) - Directed by Raja Nawathe. Jaan Pehechaan Ho - Composed by Mohammed Rafi. According to its overenthusiastic trailer, Gumnaam (means "lost one") was "India's first suspense thriller". One of its musical numbers was used as the opening credits of the well-regarded indie film Ghost World.
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Gumnaam,
Mohamed Rafi,
Música Indiana,
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15.7.07
12.7.07
10.7.07
Se houvesse uma canção brasileira

...que se pudesse transformar num fado e unisse os dois lados do Atlântico, ela seria Fascinação, segundo Mariza e Jacques Morelenbaum. e os dois músicos pegaram nessa canção e convenceram-nos.
Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar
Tonto de emoção
Com sofreguidão
Mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria, entontece
És fascinação, amor
Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar
Tonto de emoção
Com sofreguidão
Mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria, entontece
És fascinação, amor
(M.Feraudy - Marchetti)
Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar
Tonto de emoção
Com sofreguidão
Mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria, entontece
És fascinação, amor
Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar
Tonto de emoção
Com sofreguidão
Mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria, entontece
És fascinação, amor
(M.Feraudy - Marchetti)
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Mariza
8.7.07
Há uma música do povo

Há uma música do povo,
Nem sei dizer se é um fado
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado...
Ouvindo-a sou quem seria
Se desejar fosse ser...
É uma simples melodia
Das que se aprendem a viver...
E ouço-a embalado e sozinho...
É isso mesmo que eu quis ...
Perdi a fé e o caminho...
Quem não fui é que é feliz.
Mas é tão consoladora
A vaga e triste canção ...
Que a minha alma já não chora
Nem eu tenho coração ...
Sou uma emoção estrangeira,
Um erro de sonho ido...
Canto de qualquer maneira
E acabo com um sentido!
Poema de Fernando Pessoa
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Mariza,
Outras artes ao serviço da música
6.7.07
Chegou a hora!

Tem uma Gilda que faz o diário de bordo das viagens do/com Gilberto Gil:
«Minha gente,
depois de um atraso de 2 horas para sairmos do Rio, chegamos sãos e salvos a nossa terrinha. Primeiro ao Aeroporto do Porto (Sá Carneiro) e de lá, de carro até aqui, nosso primeiro pouso, Aveiro (1 hora de carro).
O Aeroporto do Porto tem uma curiosidade que nunca vi em nenhum outro aeroporto do mundo: nos corredores por onde se desembarca, tem escrito no chão nomes de cidades (vi Rio de Janeiro, Caracas e Nova York) com um pequeno texto de algum escritor famoso referente a tal cidade.
Outra coisa bem portuguesa: os Aeroportos de Portugal possuem uma sigla ANA e eu uma vez chamei uma funcionária que nos acompanhava pra retirarmos a bagagem de Ana pois vi na blusa dela um broche com essas letras. E ela me disse que se chamava Manuela e que Ana queria dizer Aeroporto de Navegação Aérea. Inacreditável, pois Aeroporto já quer dizer todo o resto.
Deixei Gil no Hotel (simples e confortável) e saí com a banda e equipe mais a dupla Crocas + Daniela que, se Deus quiser, farão a minha iniciação ao mundo virtual!!! Compramos um drive para que eu possa baixar as fotos da minha máquina fotográfica e tb uma câmera, pois assim poderei escrever e vocês verão minha carinha fofa!!!
Almoçamos na Universidade daqui que é grande e parece muito boa. Já falei tb por telefone com Ana Maria, minha prima que mora aqui há anos, casada com um português (ela é filha de tio Ewald, irmão mais novo de minha mãe) e tem 4 filhas. Um dos rapazes da produção local, Nuno, é amigo de uma delas, Melina que é engenheira e trabalha com reciclagem e conservação do meio ambiente.
Agora são 18.30 hs e está bem fresquinho. Vou chamar Gil pois vamos ensaiar com Marisa, fadista jovem daqui com a orquestra de cordas da Beira sob a regência de nosso querido Jaques Morelenbaum. Esse show em Aveiro é o único da turnê que não é o Banda Larga....»
Pois é minha gente, mais logo, Gilberto, Mariza (com "z", Gilda), a Orquestra Filarmonia das Beiras e o maestro Jacques Morelenbaum vão actuar no Estádio do Beira-Mar para um primeiro grande concerto nesse espaço maravilhoso que tem lotação para 30000 pessoas e que nunca encheu, mas que o município vai pagar nos próximos dez anos, esquecendo outros projectos, é claro, mas o estádio é grandioso, como foi o revés eleitoral nas últimas autárquicas, em que Alberto Souto (PS) perdeu a Câmara para uma coligação PSD-CDS, glups, dirão que foi merecido, pois até seria se a nova presidência não fosse pior que o Beira-Mar, o clube em que ninguém se entende e que acaba de baixar de divisão, mas isso também não interessa nada, e Deus escreve certo por linhas tortas, vamos ter concerto e que concerto! Já o des-conserto no município, grande, grande, é que não sei como é que vai acabar em coisa certa! Mesmo se grandes concertos possam garantir mais uns votos...
II Festival Voz de Mulher
Nos dias 5, 6, 7 e 8 de Julho. Uma co-produção do grupo feminino Segue-me à capela e do Teatro Aveirense. Cantoras que usem a voz como forma principal da sua expressão artística. Mulheres que tenham desenvolvido investigação ou experimentação em torno da voz. O Festival reune uma série de actividades para além dos espectáculos, nomeadamente workshops. O ano passado pude ouver Meredith Monk (workshop incluído). Este ano foi a vez de conhecer a espanhola Fátima Miranda (visitem o site para escutarem a voz e perceberem o universo original desta artista). Um concerto-perfomance para voz-solo, «Diapasión». aqui sem som que o Nero Express (photoshow) não deixou.
Amanhã, às 17h, há colóquio com Fátima Miranda. Vejam aqui toda a programação.
Amanhã, às 17h, há colóquio com Fátima Miranda. Vejam aqui toda a programação.
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