Hard Candy Christmas
Do filme: Best Little Whorehouse In Texas
Música: Carol Hall
Voz: Dolly Parton
21.12.06
#4
Acho que foi um dos filmes que mais me marcou. Lembro-me de cenas completas e já não o revejo há anos. David Bowie actor, sublime. A banda sonora, excelente. Confirmem agora, o compositor interpreta.
Sakamoto Ryuichi - Merry Christmas Mr. Lawrence (Live)
[Sites de RS: 1, 2, 3]
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Allen Ginsberg's First Blues acaba de sair
É o opus de Allen Ginsberg. esse mesmo, o poeta da Beat Generation. o mito beatnik. Canções escritas e interpretadas por ele, entre 1971 e 1981. O LP saiu em 1983 mas o compact disc teve que esperar por este século. First Blues conta com a participação de David Amram, John Scholle, Happy Traum, e, é claro, Bob Dylan, que sempre o encorajou a escrever e que foi o primeiro a levá-lo a um estúdio de gravação. Anne Waldman, poetisa e co-fundadora com Ginsberg da Escola Jack Kerouac de Poéticas Desincorporadas, também aparece como vocalista. Cultivem o lema beat: art in everyday life. se vos apetecer. mas uivem sempre:
Eu vi os expoentes de minha geração destruídos pela loucura,
morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca
de uma dose violenta de qualquer coisa
(fragmento do poema continua aqui)
(um estudo sobre Uivo)
morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca
de uma dose violenta de qualquer coisa
(fragmento do poema continua aqui)
(um estudo sobre Uivo)
Adenda - Jimmy Berman
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Cocteau

Jean Cocteau, poête, écrivain, peintre a été le premier artiste à utiliser le phonogramme non comme un moyen de témoignage mais comme un véritable outil de création à part entière. Il Invente le théâtre sonore, qui donnera plus tard les dramatiques radiophoniques. Link
Temos estado a ouvir Cocteau a declamar La Toison d'Or, um poema retirado do seu livro Opera. Esta leitura foi gravada a 12 de Março de 1929. É acompanhada pela Orquestra de Jazz de Dan Parrish: Vance Lowrey no banjo, Dave Peyton na percussão, James Shaw no clarinete, Crickett Smith no trompete e Dan Parrish no piano.
Temos estado a ouvir Cocteau a declamar La Toison d'Or, um poema retirado do seu livro Opera. Esta leitura foi gravada a 12 de Março de 1929. É acompanhada pela Orquestra de Jazz de Dan Parrish: Vance Lowrey no banjo, Dave Peyton na percussão, James Shaw no clarinete, Crickett Smith no trompete e Dan Parrish no piano.
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Cesariny
MÁRIO DE CESARINY DE VASCONCELOS1923-2006
Foto: Manuel Luis Cochofel
Série Pessoas, 2004
O navio de espelhos
não navega, cavalga
Seu mar é a floresta
que lhe serve de nível
Ao crepúsculo espelha
sol e lua nos flancos
(Por isso o tempo gosta
de deitar-se com ele)
Os armadores não amam
a sua rota clara
(Vista do movimento
dir-se-ia que pára)
Quando chega à cidade
nenhum cais o abriga
(O seu porão traz nada
nada leva à partida)
Vozes e ar pesado
é tudo o que transporta
(E no mastro espelhado
uma espécie de porta)
Seus dez mil capitães
têm o mesmo rosto
(A mesma cinta escura
o mesmo grau e posto)
Quando um se revolta
há dez mil insurrectos
(Como os olhos da mosca
reflectem os objectos)
E quando um deles ala
o corpo sobre os mastros
e escruta o mar do fundo
Toda a nave cavalga
(como no espaço os astros)
Do princípio do mundo
até ao fim do mundo
não navega, cavalga
Seu mar é a floresta
que lhe serve de nível
Ao crepúsculo espelha
sol e lua nos flancos
(Por isso o tempo gosta
de deitar-se com ele)
Os armadores não amam
a sua rota clara
(Vista do movimento
dir-se-ia que pára)
Quando chega à cidade
nenhum cais o abriga
(O seu porão traz nada
nada leva à partida)
Vozes e ar pesado
é tudo o que transporta
(E no mastro espelhado
uma espécie de porta)
Seus dez mil capitães
têm o mesmo rosto
(A mesma cinta escura
o mesmo grau e posto)
Quando um se revolta
há dez mil insurrectos
(Como os olhos da mosca
reflectem os objectos)
E quando um deles ala
o corpo sobre os mastros
e escruta o mar do fundo
Toda a nave cavalga
(como no espaço os astros)
Do princípio do mundo
até ao fim do mundo
O Navio de Espelhos, 1965
in A Cidade Queimada
Ed. Assírio & Alvim, 2000
in A Cidade Queimada
Ed. Assírio & Alvim, 2000
Voz de Cesatiny: no álbum Os Poetas - Nós e as Palavras com música de Rodrigo Leão, Gabriel Gomes, Margarida Araújo e Francisco Ribeiro.
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E.E. Cummings
Mais uma celebração. Outro poeta. E.E. (ou e.e.) Cummings. Por Evan Sornstein (Curium). 22 poemas musicados. declamados por vozes vindas de todo o mundo. personalidades distintas para manter a individualidade de cada poema.
agora o ar é o ar e a coisa é coisa:nenhuma alegria
da celestial terra ilude os nossos espíritos,cujos
miraculosos desencantados olhos
vivem a magnificante honestidade do espaço...
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Feitiços
Roland Hayrabedian e Musicatreize estiveram ontem em Aveiro. Este ensemble vocal e instrumental de Marselha ofereceu-nos: "Três esconjuros, para coro a capella" de Lopes Graça e "As feiticeiras, cantata técnica", uma composição de António Chagas Rosa com texto de Maria Teresa Horta.
Gostei muito desta interpretação da peça de Lopes Graça. Mas "As feiticeiras" nasceram de um projecto mais ambicioso. Hayrabedian decidiu levar a cena sete contos musicais sobre libretos e composições originais, oriundos de sete países europeus. Cada conto propõe uma viagem a um universo específico, pela pena de um escritor vivo. Portugal inaugurou o ciclo. "Feiticeiras", um poema dramático original da poetisa Maria Teresa Horta, foi musicado por António Chagas Rosa. Se não conhecem, fixem o nome. É provavelmente o mais importante compositor contemporâneo português, e é já uma referência no panorama da música erudita no mundo.
Maria Teresa Horta escolheu o tema das feiticeiras, perseguidas e queimadas no fogo da Inquisição, por considerar que foram as primeiras feministas da História.
Os Musicatreize actuaram agora em Aveiro, no auditório do Departamento de Comunicação e Arte da UA, inseridos nos Festivais de Outono. Em Março de 2007 vão regressar para actuar em Lisboa (em Abril, a digressão vai levá-los ao Brasil). Este projecto inclui a publicação de um livro-CD, bilingue. "As Feiticeiras" tem ilustrações de Toni Casalonga. A edição é da Actes Sud. Guardei este livro como uma jóia.
Entretanto, os Festivais de Outono continuam! No próximo dia 14 vamos poder ouvir Maria João Pires.
Gostei muito desta interpretação da peça de Lopes Graça. Mas "As feiticeiras" nasceram de um projecto mais ambicioso. Hayrabedian decidiu levar a cena sete contos musicais sobre libretos e composições originais, oriundos de sete países europeus. Cada conto propõe uma viagem a um universo específico, pela pena de um escritor vivo. Portugal inaugurou o ciclo. "Feiticeiras", um poema dramático original da poetisa Maria Teresa Horta, foi musicado por António Chagas Rosa. Se não conhecem, fixem o nome. É provavelmente o mais importante compositor contemporâneo português, e é já uma referência no panorama da música erudita no mundo.
Maria Teresa Horta escolheu o tema das feiticeiras, perseguidas e queimadas no fogo da Inquisição, por considerar que foram as primeiras feministas da História.
Os Musicatreize actuaram agora em Aveiro, no auditório do Departamento de Comunicação e Arte da UA, inseridos nos Festivais de Outono. Em Março de 2007 vão regressar para actuar em Lisboa (em Abril, a digressão vai levá-los ao Brasil). Este projecto inclui a publicação de um livro-CD, bilingue. "As Feiticeiras" tem ilustrações de Toni Casalonga. A edição é da Actes Sud. Guardei este livro como uma jóia.
Entretanto, os Festivais de Outono continuam! No próximo dia 14 vamos poder ouvir Maria João Pires.
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7.12.06
A Naifa

Eu conhecia Música, um poema de José Luis Peixoto, e pouco mais. Foi o maior sucesso do álbum de 1994, Canções Subterrâneas. Sabia da voz poderosa de Maria Antónia Mendes e da musicalidade original da banda, mas perdi os concertos __ até ontem. Confesso que comecei por estranhar Monotone (de João Miguel Queirós), Da uma da noite às oito da manhã (de Nuno Moura), no início a bateria abafava a voz, não se ouvia o baixo, ainda me ocorreu que ela "puxava" demasiado pela voz e não era preciso, não era mesmo, que ela tem voz que parece que nunca vai doer, a voz dela É, simplesmente É, faz de qualquer poema com fraca cadência uma canção que merece ser ouvida, desgostei do teatro da vocalista com João Aguardela, aquela do cigarro era dispensável, mesmo se gosto desses ambientes de tango, de tasca, de boémia, mas bem encenados, há ali coisas que têm de ser polidas, e a guitarra portuguesa de Luis Varatojo é magnífica, pois, mas e se houvesse menos amplificador, e, de repente, só por uns momentos, a pudessemos ouvir sem efeitos, o som da guitarra portuguesa dedilhada, só por uns momentos, ruptura, para re-despertarmos, e ia pensando isto tudo, como as marés recuam e avançam, mas A verdade apanha-se com enganos e 3 MINUTOS ANTES DE A MARÉ ENCHER fui completamente apanhada pela onda. A sala foi abaixo com Desfolhada e com Tourada, e ela tem o ímpeto da Simone de Oliveira e o balanço do Fernando Tordo, mas é a Maria Antónia Mendes, e é única, não é imitação de coisa nenhuma. A sala rendida, A Naifa em apoteose, quantos encores?, e a certeza de que vão crescer, porque transpiram talento e paixão.
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2.12.06
Aldina Duarte

Ouçam a emissão do programa Terra Pura, dedicado inteiramente a Aldina Duarte. Canções do álbum CRUA, agenda dos Concertos, entrevista. Para mais informações, vão ao Crónicas da Terra de Luis Rei.
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1.12.06
26.11.06
Divas de serviço no D & C II
JOANNA NEWSOM - Sprout & The Bean
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Lou Reed
21.11.06
20.11.06
13.11.06
7# Hardy

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Paroles: Françoise Hardy, musique: Françoise Hardy - Roger Samyn
Paroles: Françoise Hardy, musique: Françoise Hardy - Roger Samyn
Tous les garçons et les filles de mon âge
Se promènent dans la rue deux par deux
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent bien ce que c'est d'être heureux
Et les yeux dans les yeux
Et la main dans la main
Ils s'en vont amoureux
Sans peur du lendemain
Oui mais moi, je vais seule
Dans les rues, l'âme en peine
Oui mais moi, je vais seule
Car personne ne m'aime.
Mes jours comme mes nuits
Sont en tous points pareils
Sans joies et pleins d'ennuis
Personne ne murmure je t'aime à mon oreille
Tous les garçons et les filles de mon âge
Font ensemble des projets d'avenir
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent très bien ce qu'aimer veut dire
Et les yeux dans les yeux...
Et la main dans la main
Ils s'en vont amoureux
Sans peur du lendemain
Oui mais moi, je vais seule
Dans les rues, l'âme en peine
Oui mais moi, je vais seule
Car personne ne m'aime.
Mes jours comme mes nuits
Sont en tous points pareils
Sans joies et plein d'ennuis
Oh quand on pour moi brillera le soleil
Comme les garçons et les filles de mon âge
Je connaîtrais bientôt ce qu'est l'amour
Comme les garçons et les filles de mon âge
Je me demande quand viendra le jour
Où les yeux dans ses yeux
Et la main dans sa main
J'aurai le coeur heureux
Sans peur du lendemain
Le jour où je n'aurai plus du tout
L'âme en peine
Le jour où moi aussi
J'aurai quelqu'un qui m'aime
Se promènent dans la rue deux par deux
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent bien ce que c'est d'être heureux
Et les yeux dans les yeux
Et la main dans la main
Ils s'en vont amoureux
Sans peur du lendemain
Oui mais moi, je vais seule
Dans les rues, l'âme en peine
Oui mais moi, je vais seule
Car personne ne m'aime.
Mes jours comme mes nuits
Sont en tous points pareils
Sans joies et pleins d'ennuis
Personne ne murmure je t'aime à mon oreille
Tous les garçons et les filles de mon âge
Font ensemble des projets d'avenir
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent très bien ce qu'aimer veut dire
Et les yeux dans les yeux...
Et la main dans la main
Ils s'en vont amoureux
Sans peur du lendemain
Oui mais moi, je vais seule
Dans les rues, l'âme en peine
Oui mais moi, je vais seule
Car personne ne m'aime.
Mes jours comme mes nuits
Sont en tous points pareils
Sans joies et plein d'ennuis
Oh quand on pour moi brillera le soleil
Comme les garçons et les filles de mon âge
Je connaîtrais bientôt ce qu'est l'amour
Comme les garçons et les filles de mon âge
Je me demande quand viendra le jour
Où les yeux dans ses yeux
Et la main dans sa main
J'aurai le coeur heureux
Sans peur du lendemain
Le jour où je n'aurai plus du tout
L'âme en peine
Le jour où moi aussi
J'aurai quelqu'un qui m'aime
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3.11.06
1.11.06
Randy Newman

Foi em 1989 que ouvi Randy Newman pela primeira vez. Tinha um namorado que achou imperdoável eu não conhecer o senhor do Little Criminals. Ofereceu-me o disco com um ar muito circunspecto. Quando olhei para a capa do disco, achei o look tão old fashion, que me convenci de que aquele presente só podia ser uma preciosidade retirada do fundo do baú, e que o Randy Newman seria já muito velhinho. Engano meu. Little Criminals já tinha alguns anos (1977) mas ainda hoje saem novos álbuns do autor de Short People, Baltimore ou Texas Girl at the Funeral of her Father.
Land of Dreams já fui eu que comprei. A música que têm andado a ouvir, Falling in Love, é desse álbum. Newman tem uma longa carreira e nos últimos anos começou a ser presença constante na cerimónia de entrega dos Oscares. Compôs várias bandas sonoras, muitas canções, que deram origem a 15 nomeações e pelo menos um Oscar (para a canção If I Didn't Have You, de Mosters INC, em 2002). O último filme com música dele é Cars e é impossível não gostar. Uma voz inconfundível, letras que contam histórias, sátiras que um "narrador imaginário" desfia, em ritmo de balada.
Falling in Love
Bad News from Home
Here I am lost in the wind
Round in circles sailing
Like a ship that never comes in
Standing by myself
Sing a sad song for a good man
Sing a sad song for me...
Round in circles sailing
Like a ship that never comes in
Standing by myself
Sing a sad song for a good man
Sing a sad song for me...
Land of Dreams já fui eu que comprei. A música que têm andado a ouvir, Falling in Love, é desse álbum. Newman tem uma longa carreira e nos últimos anos começou a ser presença constante na cerimónia de entrega dos Oscares. Compôs várias bandas sonoras, muitas canções, que deram origem a 15 nomeações e pelo menos um Oscar (para a canção If I Didn't Have You, de Mosters INC, em 2002). O último filme com música dele é Cars e é impossível não gostar. Uma voz inconfundível, letras que contam histórias, sátiras que um "narrador imaginário" desfia, em ritmo de balada.Falling in Love
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