Oh night Oh Why, my love My love, why My Love why are you like that (cruel) when I love you so?
Why My love, Why My love, why are you like that, when I love you? My love, why are you like that, when I love you?
Why? I, I know that you love me Why, oh the time that passes
My soul Oh where is the justice, your honour the judge? Oh there is no mercy at your hands My torment, to you is nothing.
Oh why? My love, why like that? When I love you so?
You made me love you Why, why, why My master Oh Why Oh my love One day you will face your fate and ask for mercy from my inspiration Oh my soul I have mourned, mourned, mourned There is no mercy at your hands And my torment, to you is nothing.
A menina de Paul Auster cresceu e, com menos de 20 anos, já canta assim (obrigada pelo link, wasted blues!).
Lançou um álbum, Actes Sud, com os músicos do grupo One Ring Zero, Michael Hearst e Joshua Camp.
Alguns textos foram escritos por Sophie (The Door, Walking The Wire) e Paul Auster (Close Your Eyes, Sailor Girl, Jitterbug Waltz). O escritor é também o autor das adaptações dos poemas de Robert Desnos (The Last Poem), Tristan Tzara (Word Eat), Paul Eluard (The Lover), Philippe Soupault (The Swimmer) e Guillaume Apollinaire (Le Pont Mirabeau). Um álbum com onze baladas românticas um pouco retro, e, ninguém contestará, intemporais.
[This video was made as part of an EPK to introduce Anja to the UK when she signed to BMG(UK) with her "Balloon Mood" album in 1997]
Ela odeia o que é previsível. Por isso acompanha textos sombrios com melodias calmas, conjuga a doçura com o macabro. As palavras são a base das composições. As palavras têm um ritmo e uma sonoridade própria, criam uma atmosfera. Não toca nenhum instrumento. Mas tem a música no sangue, o seu pai era Jon Garbarek. Ainda é ele que se ocupa das cordas e do saxofone nos arranjos das canções.
Em 2003 foi mãe. O nascimento do filho desestabilizou-a, sentiu que perdia criatividade. Até que recomeçou a escrever. Depois de alguns anos a viver em Londres, voltou a Oslo, a sua terra natal.
Primeiro álbum (1992): Velkommen Inn (Come On In) ; segundo álbum (1996): Balloon Mood; terceiro (2001): Similing & Waving; último álbum: Briefly Shaking.
Tem origem egipcia, palestina e marroquina, mas viveu sempre na Europa. Os primeiros anos passou-os no quarteirão marroquino de Bruxelas e foi aí que aprendeu as técnicas de raks charki (dança do ventre) que ainda hoje utiliza em cena. Já adolescente, mudou-se para Inglaterra com a família, e é neste país que inicia a sua carreira como cantora. Fala correntemente francês, espanhol, árabe e inglês. A sua música funde todas estas influências. Mistura ritmos do Magrebe e egípcios com sonoridades ocidentais. Em 1994 encontra os tecno-world Transglobal Underground e torna-se a sua vocalista principal. É com a ajuda de músicos deste grupo que lança o seu primeiro álbum, Diaspora. Ouçam-na no Festival de Jazz de Montreux (2004).
Em 1996 é lançado Halim, uma homenagem ao grande cantor egípcio Abdel Halim Hafez.Gafsa é uma canção deste álbum e neste vídeo poderão ouvi-la como fundo musical de uma cena do filme sul-coreano bin-jib (Ferro 3), do realizador Kim Ki-Duk. Natasha Atlas tem participado nas bandas sonoras de vários filmes: o muito falado Intervention Divine de Elia Suleiman (Palestina); Dunia de Jocelyne Saab (um filme que se tornou polémico no Egipto por abordar a questão da excisão feminina).
Em 1999 aparece Gedida, o álbum que inclui a famosa canção Mon Amie La Rose. A sua interpretação desta canção de Françoise Hardy tornou-a famosa em todo o mundo, oriente e ocidente.
Em 2001 ela lança outro álbum, Ayeshteni. Seguem-se Put A Spell On You em 2002 e Something Dangerous em 2003. Finalmente, em 2005, é editado um best of que reune as melhores canções de Natasha Atlas.
A voz que Penélope Cruz não tem é de Estrella Morente. Ouçam a sua versão de "Volver", o mítico tango do argentino Carlos Gardel. A aplaudir, toda a equipa do filme. Sim, a bela Penélope também.
Jacques Brel morreu a 9 de Outubro de 1978. Quase trinta anos já passaram. Mas quando o ouvimos cantar, e escutem este L'amour est mort, ficamos arrasados. Esta canção é tocante (e belíssimas são as imagens que a acompanham). E, no entanto, até há pouco tempo, não era conhecida. Foi a Universal que lançou recentemente (2003), no meio de muita polémica, uma compilação contendo cinco canções inéditas gravadas no Outono de 1977: "Mai 40", "La Cathédrale", "Sans exigences", "Avec élégance" e "L'amour est mort".
Au départ, ces chansons devaient figurer dans le dernier disque du chanteur, paru en 1977. Mais à l'époque, déjà malade, Brel avait finalement décidé de les réserver pour un deuxième album qui n'a jamais vu le jour. François Rauber, son arrangeur musical, et Gérard Jouannest, son pianiste, expliquent que le chanteur comptait les remanier. Ce dernier les considérait "comme des chansons encore inachevées d'un point de vue artistique", précise le patron de sa maison de disques, Eddie Barclay, dans une interview au "Figaro". Les trois hommes étaient convenus "de ne rien faire sans son autorisation", poursuit-il.
Talvez Brel ficasse furioso com a edição das cinco canções inacabadas mas eu espero que a sua interdição não fosse definitiva. ou que perdoe gostar tanto destas palavras, e por só me apetecer ouvir L'amour est mort.
Ils n'ont plus rien à se maudire Ils se perforent en silence La haine est devenue leur science Les cris sont devenus leurs rires L'amour est mort, l'amour est vide Il a rejoint les goélands La grande maison est livide Les portes claquent à tout moment
Ils ont oublié qu'il y a peu Strasbourg traversé en riant Leur avait semblé bien moins grand Qu'une grande place de banlieue Ils ont oublié les sourires Qu'ils déposaient tout autour d'eux Quand je te parlais d'amoureux C'est ceux-là que j'aimais décrire
Vers midi s'ouvrent les soirées Qu'ébrèchent quelques sonneries C'est toujours la même bergerie Mais les brebis sont enragées Il rêve à d'anciennes maîtresses Elle s'invente son prochain amant Ils ne voient plus dans leurs enfants Que les défauts que l'autre y laisse
Ils ont oublié le beau temps Où le petit jour souriait Quand il lui récitait Hamlet Nu comme un ver et en allemand Ils ont oublié qu'ils vivaient A deux, ils brûlaient mille vies Quand je disais belle folie C'est de ces deux que je parlais
Le piano n'est plus qu'un meuble La cuisine pleure quelques sandwichs Et eux ressemblent à deux derviches Qui toupient dans le même immeuble Elle a oublié qu'elle chantait Il a oublié qu'elle chantait Ils assassinent leurs nuitées En lisant des livres fermés
Ils ont oublié qu'autrefois Ils naviguaient de fête en fête Quitte à s'inventer à tue-tête Des fêtes qui n'existaient pas Ils ont oublié les vertus De la famine et de la bise Quand ils dormaient dans deux valises Et, mais nous, ma belle Comment vas-tu? Comment vas-tu?
Mercedes Sosa é uma das Divas maiores. Ela é argentina mas dá voz a toda a América Latina. Foi graças a Mercedes que descobri outras vozes que (en)cantam ou (nunca pr)escrevem. Ouçam esta interpretação muito antiga da canção Gracias a la vida (e antigo é o encontro com a canção) (que descobri agora on line nessa fantástica invenção que é o YouTube). Só penso numa palavra: alma!
A paixão que eu tenho por este disco, En Mana Kuoyo! Sentir uma extrema subtileza e doçura, um imenso espaço para a mente vaguear. Talvez tenham retido o som de Ayub Ogada em O Fiel Jardineiro de Fernando Meirelles. Ouvir Kothbiro no final do filme foi uma espécie de cereja em cima do bolo!
U-ma Ku-indja Kothbiro qué luru vokétala U-ma Ku-indja Kothbiro qué luru vokétala (escrita em luo, língua falada no Sul do Sudão e no Norte do Quénia)
Recordem aqui e depois digam-me até onde viajou o vosso espírito livre. Se conhecerem uma tradução "certificada" da letra da canção, fico eternamente grata (sendo que a gratidão não pode ser uma prisão) (andamos constantemente a criar amarras e a libertar-nos delas!)(divagar)(escrever uma errata da nossa vida: os momentos das más decisões - sugestão de George Steiner) (listar as pequenas grandes conquistas)(nunca salvei a humanidade) (u-ma Ku-indja Kothbiro qué luru vokétala)(tenho a certeza que fala de liberdade) (pensar livremente o passado altera-o?) (ou o passado é imutável?)(pensar o passado altera o futuro?) (os fiéis jardineiros conservam jardins de memórias?) (existirão sempre guerreiros)(e guerreiros de afectos) (o Ralph Fiennes é tão inglês!) (Haaaaaaaaa, hajé, hajé, hajé, hajé, hajé, hajé)
Ah, it's a happy time inside my mind When a melody does find a rhyme Says to me I'm comin' home to stay Oh, Lord, home to stay I'm comin' home to stay Home to stay Ah, lord, it's just the same old story Something about love for glory A nickel and a dime a dozen Fame Ah, it's such a shame Ah, the way they use your name Ah, you know it's such a shame When it's only mine to sing a song Hoping that you'd cross along my way Before I have to move along Ah, now move along Ah, but I'll be back again Ooh back again Ah, it's a happy time inside my mind When a melody does find a rhyme Says to me I'm comin' home to stay Oh, Lord, home to stay I'm comin' home to stay Home to stay Sleep late now mama Let the mornin' sun warm your bed While I'm away While I'm away
Lila Downs evoca a riqueza da cultura mexicana. O novo álbum LA CANTINA - ENTRE COPA Y COPA explora a tradição da canção ranchera. Pa`Todo el Ãno, do compositor Jose Alfredo Jimenez, consta do alinhamento. E depois, porque no México gostam de "foras da lei" e de rebeldes, Tacha, um corrido que fala de uma jovem mulher que deixa a sua aldeia rural para se tornar bailarina num bar da cidade. Ou El Relampago, uma homenagem à fertilidade da terra, interpretado no velho estilo mariachi. Ou La Cumbia del Mole, que enaltece as mulheres que cozinham o mole mexicano. E ela não esquece Llorona, a canção que fala de uma mulher bela que afinal era a morte (e que Chavela Vargas cantava!). O espectáculo é uma sucessão de ritmos e baladas populares que recriam o ambiente das cantinas ou bares do México mítico. A própria Lila, vestida com roupas e jóias de inspiração tradicional, penteada com longas e espessas tranças, incarna o espírito da sua música.
Os arranjos musicais não me encheram as medidas. Eu queria o som de LA SANDUNGA ou de TREE OF LIFE. A presença de Flaco Jimemez, um legendário acordeonista texano, dá um toque de autenticidade, mas a banda reflecte já as influências nova-iorquinas de Lila Downs. Ela mistura um harpista (virtuoso) do Paraguai com um guitarrista brasileiro, um baixista de NY, um pianista-saxofonista-director musical de New Jersey.
O que é inegável é a sua extraordinária voz. Mas eu ficava com os lamentos característicos na música ranchera, e deixava cair os sons mais electrónicos e jazísticos. A qualidade do som na Casa da Música também não estava excelente (mas foi melhorando à medida que o espectáculo avançava).
Conclusão: gostei muito de a ver (e conhecer), não resisto ao álbum (ouçam os mp3 disponíveis), mas prefiro a Lila de Oaxaca, saída do útero da mãe mixteca, e até a estudante de antropologia da Universidade do Minnesota, à New Yorker e cosmopolita Downs.
O mais difícil é começar. Em tudo, o mais difícil é começar. É por isso que os gagos só gaguejam no início das palavras. Eles ga-ga-ga-gaguejam.
É difícil começar. Temos sempre medo. Temos sempre medo de começar. Ninguém gagueja no fim. Ninguém gagueja-ja-ja-ja.
Porque ninguém tem medo no fim. No fim, o medo não tem sentido. No fim, às vezes, existe outra coisa. Arrependimento.
Disse a Laurie Anderson. No pri-pri-pri-primeiro festival de música do Castelo, em Montemor-o-Velho. que agora já acabou. Sem arrependimento (dito muito depressa).
s. f., representação de uma pessoa; imagem; figura; cunho de moeda que representava a cara do rei ou de pessoa notável.
diz que é uma efígie que vive numa solidão abonecada sem legendas
Pressinto que vai haver poesia e angustio porque não tenho o meu caderno. o meu caderno é mais importante que uma máquina fotográfica. o meu caderno é um álbum. quando se vão ouvir palavras, leva-se um caderno ou um gravador. raramente ouvimos palavras com intenção. raramente planeamos ouvir palavras e registar frases. então concentro-me intensamente nas legendas em português no écran. penso: ela traduziu para português. depois: porque ela é uma artista de spoken-word palavras-ditas. (existem artistas de spoken-word que não sabem que o são)(existem cantores que deviam legendar os seus espectáculos__ para não esquecermos as palavras que são ditas)
temendo que o dizer fosse insuficiente, traduziu as palavras e projectou-as num écran. para fugir da solidão abonecada, criou legendas. fez bem. foi mais difícil não estar lá com ela.