27.6.05

MRF
Tom Zé com a sua Banda e a cantora Luanda.
Oiçam mais um pouquinho, tão bonita esta Canção de Nora!
25.6.05
ADRIANA PARTIMPIM, O SHOW

MRF

Adriana e Guilherme Kastrup, senhor da percussão, bateria, MPC e tudo o que puder fazer música. A Banda Dé Palmeira, que também assinava a direcção artística, pareceu feita à medida da menina Partimpim. Conta ainda com Marcos Cunha nos teclados, samples, escaleta, flauta, guitarra and so on.
24.6.05
Psst
- Recebi uma mensagem com estas palavras: de um residente de Aveiro..., espero que gostes. Fui ver e gostei de ouvir este guitarrista. E vocês?
- Já agora, pessoal de Aveiro, no dia 2 de Julho às 16:00 podem assistir à Audição Final da Oficina da Música. O tema deste ano é Viagem ao Mundo do Cinema. E o Joaquim Pavão vai fazer dois workshops de Guitarra Clássica: dias 7 e 8 para crianças dos 6 aos 12 anos, e dias 11 e 12 de Julho para adultos. Tudo na Oficina da Música.
- Ainda no dia 2 de Julho, agora às 21:30, vai acontecer o lançamento do livro Numa Avenida de Merda de Ivar Corceiro. Façam o favor de passar na livraria Navio de Espelhos. Cheguem cedo, vai ser divertido!
Para quem lá esteve em Fevereiro no Encontro de Bloggers, fica o desejo manifesto de vos voltar a ver!
- Lançamentos de livros! É já amanhã, dia 25, às 18:00, na Biblioteca da CM da Amadora, que as poetisas Isabel Fontes (portuguesa) e Malubarni (brasileira) vão lançar Pensamentos de um Diário. Para ficarem com uma ideia sobre as duas leiam o que uma diz da outra, e também espreitem aqui e aqui. E apareçam!
- Logo à noite encontramo-nos no Cais da Fonte Nova para ouvir a Adriana Calcanhoto. (vivam os Concertos e Artes de Rua do Aveiro em Festa! Foram ver o Xarxa Teatre?)
PS: Conhecem a associação que visa sensibilizar a população para o genocídio de espermatozóides?
E ainda?: Já escolheram o nome para a Agência de Viagens do bin?
2.6.05
Let there be love

Denis Okanovic
A proposta é enroscarem-se bem no sofá a ouvir John Pizzarelli. E procurar aquele sentir de Pessoa ou Alberto Caeiro______ Leve, leve, muito leve, um vento muito leve passa, e vae-se, sempre muito leve. E eu não sei o que penso nem procuro sabel-o.
Do álbum Let there be love
Do álbum Live at Birdland [Live]
Do álbum The Rare Delight of You
30.5.05
Já sonho com Ngorongoro XVI (Grand Blue)

Joris van Daele
(provérbio africano)
Por volta das seis horas da manhã, acordei com o pássaro que canta debaixo da minha varanda. Existe uma gaiola dourada enorme e sobre ela pousa sempre esse pássaro. É uma ave canora rara. Pensei decidiu desafiar o mundo tomando posse dessa gaiola. E com esse pensamento, descobri que sorria novamente.
Depois o reflexo desta luz, deste amanhecer nas águas da piscina. E não resisti a apossar-me dela. Durmam todos e que nenhum sonho vos desperte. Não quero tudo. Só este momento. Assim.
Ouço ao longe uma música.
26.5.05
A Divina
Mon coeur s'ouvre à ta voix
E quem resiste?
Sansão e Dalila
Mon coeur s'ouvre à la voix, (My heart opens to your voice)
comme s'ouvrent les fleurs (like the flowers open)
Aux baiser de l'aurore! (To the kisses of the dawn)
Mais, ô mon bienaimé, (But, o my beloved)
pour mieux sécher mes pleurs, (To dry my tears the best)
Que ta voix parle encore! (Let your voice speak again)
Dis-moi qu'à Dalila (Tell me that to Dalila)
tu reviens pour jamais, (You will return forever)
Redis à ma tendresse (Repeat to my tenderness)
Les serments d'autrefois, (The oaths of other times)
ces serments que j'aimais! (the oaths that I loved)
Ah! réponds à ma tendresse! (Ah! respond to my tenderness)
Verse-moi, verse-moi l'ivresse! (Pour out to me the drunkeness)
Ainsi qu'on voit des blés (Like one sees the wheat)
les épis onduler (the blades undulate)
Sous la brise légère, (Under the light breeze)
Ainsi frémit mon coeur, (So trembles my hear)
prêt à se consoler, (ready to be consoled)
A ta voix qui m'est chère! (by your voice which is dear to me)
La flèche est moins rapide (The arrow is less quick)
à porter le trépas, (to carry death)
Que ne l'est ton amante (Than is your love)
à voler dans tes bras! (to fly into my arms)
Ah! réponds à ma tendresse! (Ah! resond to my tenderness)
Verse-moi, verse-moi l'ivresse! (Pour out to me the drunkeness)
25.5.05
18.5.05
Does every one know? II

James Wolfe
16.5.05
Does every one know?
6.5.05
Já sonho com Ngorongoro IX (Bi Kidude)

bin, ou meu querido Jacques Mayol, como não sou o Enzo Molinari, não consigo acompanhar-te nesse mergulho no Grand Blue. Os destroços do Pegasus vão continuar a ser um mistério para mim. O que restará de um barco afundado em 1916 em plena Grande Guerra? Enfim, para não ficar deep blue tento imaginar os mergulhos que faremos no recife de Pange. Corais e peixes tropicais, mergulhos nocturnos, um mar terno, caliente e acessível até a mergulhadores pouco experientes (como eu, que tenho mais pele e olhos que respirações compassadas e lentas). Mas deixaste-me preocupada com o mergulho de hoje, não te escames! Cuidado com os refúgios das moreias - não existem apenas nos livros do Spirou. E espero que não te aventures demasiado pelas profundezas - o Andwele disse-me que em Mombassa têm câmaras hiperbáricas mas que aqui os barcos só estão equipados com kits de oxigénio. Não queiras ser um homo delphinus!
Quanto a mim, não te preocupes. Estou a gostar deste "Desesperadamente à procura de Bagaço em Stone Town". Não imaginas os lugares por onde já andei. É verdade que ainda estranho. Ando solta e desconfiada, curiosa e recatada, com vontade de sorrir a toda a gente e de me deixar queimar pelo sol e ruídos e rezas e ao mesmo tempo, um pouco assustada com este bazar de mundos.
Comecei no Darujani Bazaar e não, não comprei aquelas bugigangas chinesas. Fiz o que me aconselhaste, meti-me pelo labirinto de pequenas ruelas ali à volta... e andei a ver se me perdia! Depois apanhei um dala-dala até ao Forte Árabe. O motorista andava nas faixas da direita e da esquerda mas ninguém pareceu estranhar, pelo que me limitei a inspirar e expirar com força até aquelas voltas me saberem bem! Pelo menos havia ar! Ainda me lembro de ir da Praia ao Tarrafal, em Cabo Verde, numa IACE - a carrinha Toyota "adaptada", em vez de 9, levava uns 20 passageiros! Os dala-dala têm a vantagem de não ter janelas e o tecto faz alguma sombra!
Como já conheces, não te vou falar muito de Stone Town, deixo-te só as razões do meu espanto. Quase todos os edifícios históricos tiveram utilizações muito diferenciadas ao longo do tempo!? O Forte foi usado como tal pelos omanis, depois foi transformado numa prisão, mais tarde os portugueses fizeram dele uma igreja, e agora tem um restaurante e lojas de souvenirs!!! A House of Wonders, residência da raínha Fatuma, foi depois a sede do Protectorado inglês! O Old Dispensary, mandado construir por ocasião do Jubileu da Rainha Vitória, é agora o Cultural Center! No subsolo da Catedral Anglicana podemos visitar as celas dos escravos negros! O Templo hindu Shakti já não tem hindus! Talvez por causa de todos estes filamentos da História, de povos e culturas e religiões, Stone Zanzibar parece-me cada vez mais misteriosa.
Outra coisa, este suaíli é um bocadinho diferente do que se fala na Tanzânia. Na Kelele Square tive alguma dificuldade em perceber o que ouvia! Encontrei depois um guia que me disse que este suaíli é mais "puro". Falou-me do kiswahili, de que deriva o suaíli, que nasceu do casamento de línguas de vários povos - árabes, persas, omanis e dos bantus de zanzibar! Por isso, em Zanzibar, estão mais próximos da origem! Já agora, sabes que kelele quer dizer barulho? Nome que seria certamente apropriado para um mercado de escravos! (agora tem lá um salão de beleza, não é bizarro?)
Quando nos encontrarmos logo, tenho uma mão cheia de perguntas para te fazer, depois de me contares a aventura no Pegasus. Para além do suaíli, do árabe, do inglês, como é que tanta gente também fala italiano? E é verdade que em Pemba se podem ver touradas à portuguesa? (e porque não em Unguja?) Que história é essa da Guerra dos 40 Minutos? Só sei que envolve ingleses e sultões e que consta como a guerra de menor duração da História. Os Banhos Persa Hamamni ainda funcionam? ______Podia continuar a puxar as pontas dos mil e um novelos!
Sabes que esta avidez de saber é falaciosa, não sabes? Os dados novos apenas distraem um pulsar que tenho que conter. Apetece-me suaílar, regatear, mas sobretudo dançar, esquecer o calor e as regras do Islão.
Conheces o Bi Kidude? Ele vai estar no Mambo Club logo à noite. Vê se chegas cedo. Até porque não sei se encontro o Bagaço! Desde que lançou aquele primeiro livro, nunca mais parou. Às tantas está para aí fechado a escrever o próximo best-seller!
Isto de viajar com um Indiana Jones e um Costa-Gravas é muito divertido mas às vezes é um pouco solitário (schuiff). A POPULACÃO É 95% MUCULMANA E EU SOU MULHER FËMEA USO SAIAS TENHO PELE CLARA OLHOS ESMERALDA VALHO TANTOS CAMELOS QUANTOS OS KM DAQUI ATÉ AO DESERTO DO SAARA! AINDA ME RAPTAM!
Para nem pensares em adormecer quando chegares do teu mergulho heróico, deixo-te esta carta e o leitor de cd's. Pedi na recepção do Hotel para os colocarem no teu novo quarto (também mudei, tinhas razão, é melhor mesmo em frente à praia).

Agora bin, carrega no Play.
Bi Kidude, o rei do taarab, 93 anos, canta Beru
Kwa Heri
Maria
Viajar
Ivar Corceiro
Numa Avenida de Merda
Da Lata cantam
Do álbum Serious






