18.5.05

Does every one know? II

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James Wolfe

A banda a que está ligado: Jettatura. Mas aqui, ouvimos alguns dos seus trabalhos a solo. Wolfe sang, wrote, and played all the guitars and bass on these tracks, which were recorded at Rebar Sound in San Francisco, with percussion work from ex-Creeper Lagoon drummer Dave Kostiner, and keyboards by ex-Big Blue Hearts pianist and organist John Krogh.


Unravelling

Ouçam unravelling mas entrem na rave. a música é boa. a template não mata. e eu sou um homem.

16.5.05

Does every one know?

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James Wolfe

Este cantor-compositor nova-iorquino tem um som Beatlesiano, ou Elliot Smithiano ou Jeff Buckleyano ou... não interessa. É bom!

Chasing my shadow

6.5.05

Já sonho com Ngorongoro IX (Bi Kidude)


Ras Nungwi Beach Hotel, Zanzibar

bin, ou meu querido Jacques Mayol, como não sou o Enzo Molinari, não consigo acompanhar-te nesse mergulho no Grand Blue. Os destroços do Pegasus vão continuar a ser um mistério para mim. O que restará de um barco afundado em 1916 em plena Grande Guerra? Enfim, para não ficar deep blue tento imaginar os mergulhos que faremos no recife de Pange. Corais e peixes tropicais, mergulhos nocturnos, um mar terno, caliente e acessível até a mergulhadores pouco experientes (como eu, que tenho mais pele e olhos que respirações compassadas e lentas). Mas deixaste-me preocupada com o mergulho de hoje, não te escames! Cuidado com os refúgios das moreias - não existem apenas nos livros do Spirou. E espero que não te aventures demasiado pelas profundezas - o Andwele disse-me que em Mombassa têm câmaras hiperbáricas mas que aqui os barcos só estão equipados com kits de oxigénio. Não queiras ser um homo delphinus!

Quanto a mim, não te preocupes. Estou a gostar deste "Desesperadamente à procura de Bagaço em Stone Town". Não imaginas os lugares por onde já andei. É verdade que ainda estranho. Ando solta e desconfiada, curiosa e recatada, com vontade de sorrir a toda a gente e de me deixar queimar pelo sol e ruídos e rezas e ao mesmo tempo, um pouco assustada com este bazar de mundos.

Comecei no Darujani Bazaar e não, não comprei aquelas bugigangas chinesas. Fiz o que me aconselhaste, meti-me pelo labirinto de pequenas ruelas ali à volta... e andei a ver se me perdia! Depois apanhei um dala-dala até ao Forte Árabe. O motorista andava nas faixas da direita e da esquerda mas ninguém pareceu estranhar, pelo que me limitei a inspirar e expirar com força até aquelas voltas me saberem bem! Pelo menos havia ar! Ainda me lembro de ir da Praia ao Tarrafal, em Cabo Verde, numa IACE - a carrinha Toyota "adaptada", em vez de 9, levava uns 20 passageiros! Os dala-dala têm a vantagem de não ter janelas e o tecto faz alguma sombra!


Como já conheces, não te vou falar muito de Stone Town, deixo-te só as razões do meu espanto. Quase todos os edifícios históricos tiveram utilizações muito diferenciadas ao longo do tempo!? O Forte foi usado como tal pelos omanis, depois foi transformado numa prisão, mais tarde os portugueses fizeram dele uma igreja, e agora tem um restaurante e lojas de souvenirs!!! A House of Wonders, residência da raínha Fatuma, foi depois a sede do Protectorado inglês! O Old Dispensary, mandado construir por ocasião do Jubileu da Rainha Vitória, é agora o Cultural Center! No subsolo da Catedral Anglicana podemos visitar as celas dos escravos negros! O Templo hindu Shakti já não tem hindus! Talvez por causa de todos estes filamentos da História, de povos e culturas e religiões, Stone Zanzibar parece-me cada vez mais misteriosa.

Outra coisa, este suaíli é um bocadinho diferente do que se fala na Tanzânia. Na Kelele Square tive alguma dificuldade em perceber o que ouvia! Encontrei depois um guia que me disse que este suaíli é mais "puro". Falou-me do kiswahili, de que deriva o suaíli, que nasceu do casamento de línguas de vários povos - árabes, persas, omanis e dos bantus de zanzibar! Por isso, em Zanzibar, estão mais próximos da origem! Já agora, sabes que kelele quer dizer barulho? Nome que seria certamente apropriado para um mercado de escravos! (agora tem lá um salão de beleza, não é bizarro?)

Quando nos encontrarmos logo, tenho uma mão cheia de perguntas para te fazer, depois de me contares a aventura no Pegasus. Para além do suaíli, do árabe, do inglês, como é que tanta gente também fala italiano? E é verdade que em Pemba se podem ver touradas à portuguesa? (e porque não em Unguja?) Que história é essa da Guerra dos 40 Minutos? Só sei que envolve ingleses e sultões e que consta como a guerra de menor duração da História. Os Banhos Persa Hamamni ainda funcionam? ______Podia continuar a puxar as pontas dos mil e um novelos!

Sabes que esta avidez de saber é falaciosa, não sabes? Os dados novos apenas distraem um pulsar que tenho que conter. Apetece-me suaílar, regatear, mas sobretudo dançar, esquecer o calor e as regras do Islão.

Conheces o Bi Kidude?
Ele vai estar no Mambo Club logo à noite. Vê se chegas cedo. Até porque não sei se encontro o Bagaço! Desde que lançou aquele primeiro livro, nunca mais parou. Às tantas está para aí fechado a escrever o próximo best-seller!

Isto de viajar com um Indiana Jones e um Costa-Gravas é muito divertido mas às vezes é um pouco solitário (schuiff). A POPULACÃO É 95% MUCULMANA E EU SOU MULHER FËMEA USO SAIAS TENHO PELE CLARA OLHOS ESMERALDA VALHO TANTOS CAMELOS QUANTOS OS KM DAQUI ATÉ AO DESERTO DO SAARA! AINDA ME RAPTAM!

Para nem pensares em adormecer quando chegares do teu mergulho heróico, deixo-te esta carta e o leitor de cd's. Pedi na recepção do Hotel para os colocarem no teu novo quarto (também mudei, tinhas razão, é melhor mesmo em frente à praia).Free Image Hosting at www.ImageShack.us

Agora bin, carrega no Play.

Bi Kidude, o rei do taarab, 93 anos, canta Beru

Kwa Heri
Maria

Viajar

Acontece que vieste e sussurraste-me ao ouvido.
Ivar Corceiro
Numa Avenida de Merda


Da Lata cantam Alice no país da malandragem

Do álbum Serious

5.5.05

De tão leve

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Não digo que mentisse: pelo que sei, afirmações do género tanto podiam ser falsas como verdadeiras. Estava provado que de vez em quando passávamos ao largo de um universo (ou que um universo passava ao largo em relação a nós). Italo Calvino, Cosmicómicas


Hay-Kay _____de tão leve pisa sem marcar a pele


O que eu espero_____desconfie de mim em seu olhar não acredite se eu lhe digo não
Canta Nancy Galvão
Às vezes apetece esta insegura e doce leveza.

Um dia

Esse lugar onde não há mentira
É para lá que eu vou
Esse lugar que a lua ilumina
com essa luz que fascina
É para lá que eu vou
Esquecer o barulho
Respirando o ar puro
que sai da flôr
Há gente tão linda...


Canta a paulista Nancy Galvão

1.5.05

InJAZZ


Bernardo Sassetti

Por onde começar? Talvez repetindo os agradecimentos de Sassetti: à CMA, ao Teatro Aveirense e sobretudo a Pedro Santos da ONC - Produções Culturais. Pedro Santos arriscou a iniciativa do InJazz num país onde tudo está centralizado..., houve um problema de público... mas por isso mesmo, porque é importante educar para a cultura, para a música, para o Jazz..., há que fazer uma aproximação, assim, em 6 cidades do país...

E depois, hoje. Não houve um problema com o público. A sala estava cheia. Bernardo Sassetti encheu a sala. E Mário Delgado, é claro.

Mas eu só ouvi o Sassetti. São coisas que não se devem contar. Mas foi tão bom, tão bom, ouvi-lo durante cerca de uma hora e meia, gostei tanto tanto daquele som que saiu de dentro do piano domesticado, que não quis ouvir mais nada. Quis manter a memória daquelas melodias intacta, sem interferências. Saí no intervalo e passei o bilhete a um amigo que assim pôde assistir à segunda parte do espectáculo com os Filactera Redux de Mário Delgado.

Sasseti tocou peças de Indigo (álbum lançado em finais de 2004) e mais umas tantas improvisações precisas - ele tem a certeza das notas que toca - que se inspiraram em John Coltrane, John Lennon e até José Afonso (belíssima a "revisitação criativa" das melodias do Zeca Afonso, desta vez sem Mário Laginha).

Os encores foram muitos, o pianista acedeu sempre, ofereceu inéditos (a banda sonora de um filme, mais uma) e bónus ao público.

Conhecerão o estilo. Intimista, emotivo, louco, contido, melódico. Virtuoso é claro, e mágico. Às vezes tinha a impressão de sonatas a quatro mãos, orquestra e coro. Mas era só ele, Bernardo Sassetti a solo.

Ahhhhhhhh, que bom que foi!

22.4.05

José Mário Branco



Resistir é vencer é um álbum belíssimo, fantástico, maduro, poético, ... descobri-o e ando a ouvi-lo a ouvi-lo. Canção preferida, já agora: o papão do anão!

16.4.05

The grande passion


Al Di Meola

O espírito criador acede então à alma, depois às almas e provoca uma aspiração, um impulso interior.
Wassily Kandinsky
in Gramática da Criação

O guitarrista de New Jersey, do Elegant Gypsy e de tantas outras fusões com a música latina, dedilha em The Grande Passion - World Sinfonia, este Double Concerto de Astor Piazzolla.


Double Concerto (5:55)
Astor Piazzolla
Al Di Meola, acoustic guitar (Roland GR 30-bandoneon) • Mario Parmisano, acoustic piano • Gilad, percussion • Toronto Orchestra, strings and woodwinds • Fabrizio Festa, conductor

12.4.05

Songs from de trilogy


Philip Glass

Talvez se lembrem da banda sonora do filme The Hours. Eu descobri-o no século passado depois de ver Mishima (de Paul Schrader), também com música original de Philip Glass. Ele é um dos fundadores do minimalismo americano, a sua música é hipnótica e repetitiva. e intensa. Mas o que me fez ajoelhar (exagero. dobrar-me) foi a ópera. Philip Glass é um dos mais sublimes compositores contemporâneos de ópera.

Em 1977 compôs Einstein on the Beach, em 1980 Satyagraha e em 1983, Akhenaten. As três formam uma trilogia de óperas-retrato. Todas se centram num grande sábio ou, como explicou Glass, num homem cuja visão pessoal tenha revolucionado o pensamento do seu tempo pelo poder das ideias e não pela força das armas.

Einstein, Satyagraha-Gandhi (a ópera incide mais nos primeiros anos de actividade política na África do Sul) e Akhenaten, rei egípcio, considerado o primeiro monoteísta.
Deixo-vos um cheirinho de cada uma destas óperas da trilogia.

[P.S.: deixaram de estar on line no site do músico]

29.3.05

Ali Farka

Por causa de um viajante e explorador chamado bin_tex, ando há já algum tempo à procura deste Ali Farka Touré.
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Cá, dábliu, ípsilon..., parece que finalmente o vou encontrar!

28.3.05

Cantar em libanês


Magida el Roumi

Juro que sei de cor algumas das canções da Magida, apesar de não perceber uma palavra de libanês..., para além de Habibi. Se quiserem ouvir um som verdadeiramente diferente, toquem aqui.

26.3.05

Alive



E agora, Dee Dee Bridgewater canta Kurt Weill. O tributo documentado em vídeo, aqui.

25.3.05

Victim of love



Precious Thing (Till the next ... somewhere)
Dee Dee Bridgewater
com Ray Charles


Take your ring

Isn't strange you're always leaving things
Never mind I know this room is not a home
I hope I made you feel less alone
Think of me while you roam

Please no strings
But it's more than just another fling
There are things I believe should never be told
But you're the only one I wanna hold
Cause it can get awfully cold

Precious thing
You know our love is such a wonderfull thing
You make me dizzy whispering in my ear...
Soon my love till the next...somewhere

Keep the ring
Ain't it funny, right? I'm always loosing things
But you're like me you've known the road
Would be your home
I hope I made you feel less alone
Think of me as your own

Precious thing
You know our love is such a wonderful thing
You make me dizzy whispering in my ear
Soon my love till the next... somewhere

Say no strings
Oh freedom is still as much as my thing
I know promises can be so hard to keep
The price I paid to learn was a little too steep
But still my love runs deep

Precious thing
You know our love is such a wonderfull thing
You make me dizzy whispering in my ear
Soon my love till the next... somewhere

[Lyrics: R. Bird
Music: P. Papadiamandis]

24.3.05

The living road


Lhasa de Sela

No início, somos muito pequeninos e por isso temos a impressão de que o espaço à nossa volta é amplo e de que todos os movimentos são possíveis. Aos poucos vamos crescendo, e então o nosso corpo começa a tocar as paredes e as mãos começam a empurrá-las, mas ainda nos sentimos felizes. Até que chega o dia em que não suportamos mais estar fechados ali, sentimo-nos condicionados e, às vezes, quase asfixiamos. De forma mágica, esse mesmo espaço começa a expulsar-nos de forma violenta. Ficamos aterrados e pensamos que vamos morrer. Mas afinal, nascemos!

Com palavras diferentes, quase soletradas em português, esta história. Contada pela Lhasa de Cela no espectáculo fantástico a que pude assistir há poucos meses. Já conhecia a música e a voz dela, mas nesse dia fiquei rendida a Tudo. até o silêncio entre duas canções me pareceu necessário.

Con toda a palavra, amigos! E vejam aqui o último álbum.

Mão Morta. Exposição de fotografias


Pedro Sousa

Na livraria Centésima Página, em Braga, está patente uma exposição de fotografias e textos muito singular. O fotógrafo Pedro Sousa captou os Mão Morta em movimento e Adolfo Luxúria Canibal dissecou os textos que acompanham as imagens. Até 31 de Março, bracarenses & penetras poderão passar por lá e arrepiar-se. De resto, e porque "Já há muito tempo que nesta latrina o ar se tornou irrespirável", talvez tenham tido conhecimento deste Aviso.

AVISO À POPULAÇÃO
[Adolfo Luxúria Canibal]

atenção! atenção! aviso à população! atenção! atenção! aviso à população! esta madrugada deu-se uma fuga do sector dos lazeres. o grupo mão morta abandonou o nicho alternativo que ocupava no mercado do entretenimento. os seus membros, aptos a exercer diferentes ofícios, podem facilmente infiltrar-se noutros sectores da nossa democracia. são considerados perigosos. repito: são considerados perigosos! qualquer informação relativa a estes indivíduos deve ser imediatamente comunicada ao jornalista da sua área. atenção! atenção! aviso à população! atenção! atenção! aviso à população!

23.3.05

Vício


Tori Amos, The Beekeeper

Este álbum é um vício. Aqui descobri um site para degustação.

15.2.05

Au fond d'une poche oubliée


Carla Bruni

Para além de belíssima, quando ela canta, fazendo os loucos compreender (como um invernoso eu) que todos os afazeres da mente não se comparam a uma violeta (como diz o meu E.E. Cummings), é impossível ficar indiferente. Ouvia-a enquanto trabalhava e apeteceu-me parar.
Tout le monde est une drôle de personne,
Et tout le monde a l'âme emmêllée,
Tout le monde a l'enfance qui ronronne,
Au fond d'une poche oubliée.Tout le mond a des restes de rêves,
Et de coins de vie dévastés,
Tout le monde a cherché quelque chose un jour,
Mais tout le mond ne l'a pas trouvé.
Il faudrait que tout le monde réclame,
Auprés des autorités,
Une loi contre toute solitude,
Que personne ne soit oublié.
Tout le monde a une seule vie qui passe,
Mais tout le monde ne s'en souvient pas,
J'en vois qui la plient même qui la cassent,
Et j'en vois qui ne la voient même pas...
Para a ouvir e conhecer todas as letras/música que compôs para o álbum quelqu'un m'a dit, clique aqui (preencham aqueles campos e é imediato).