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6.9.11

For the girl I have in that merry green land I love far better than thee And the wind did howl and the wind did blow



Realização: Rocky Schenck

Nevoeiro



O primeiro e único livro em português que Fernando Pessoa publicou em vida foi MENSAGEM (1934), um “livro de versos nacionalistas”, composto ao longo de cerca de duas décadas. O poeta estruturou-o em três partes, correspondentes a etapas da evolução do Império Português - nascimento (os construtores do Império), realização (o sonho marítimo e a obra das descobertas) e morte (a imagem do Império moribundo, com a fé da ressurreição do espírito lusíada do império espiritual, moral e civilizacional). A terceira parte - Encoberto - evoca um Portugal mais recente, envolto em tristeza, trevas e perda de identidade (a morte). «Nevoeiro» assume esse tom geral de disforia, de tristeza e melancolia.

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer –
brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ância distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!

10.4.09

I dont know how to love him



I don't know how to love him.
What to do, how to move him.
I've been changed, yes really changed.
In these past few days, when I've seen myself,
I seem like someone else.
I don't know how to take this.
I don't see why he moves me.
He's a man. He's just a man.
And I've had so many men before,
In very many ways,
He's just one more.
Should I bring him down?
Should I scream and shout?
Should I speak of love,
Let my feelings out?
I never thought I'd come to this.
What's it all about?
Don't you think it's rather funny,
I should be in this position.
I'm the one who's always been
So calm, so cool, no lover's fool,
Running every show.
He scares me so.
I never thought I'd come to this.
What's it all about?
Yet, if he said he loved me,
I'd be lost. I'd be frightened.
I couldn't cope, just couldn't cope.
I'd turn my head. I'd back away.
I wouldn't want to know.
He scares me so.
I want him so.
I love him so.


Texto de Tim Rice para a ópera rock de Andrew Lloyd Webber, Jesus Christ Superstar. Aqui, interpretação de Sinead O'Connor.

12.2.09

A Dream within a Dream

OREN LAVIE

Álbum: The opposite side of the sea

A Dream within a Dream. O mesmo título de um poema escrito por Edgar Allan Poe. e já havia pelo menos uma outra canção inspirada no mesmo poema: Alan Parsons Project.

Take this kiss upon the brow!
And, in parting from you now,
Thus much let me avow-
You are not wrong, who deem
That my days have been a dream;
Yet if hope has flown away
In a night, or in a day,
In a vision, or in none,
Is it therefore the less gone?
All that we see or seem
Is but a dream within a dream.

I stand amid the roar
Of a surf-tormented shore,
And I hold within my hand
Grains of the golden sand-
How few! yet how they creep
Through my fingers to the deep,
While I weep- while I weep!
O God! can I not grasp
Them with a tighter clasp?
O God! can I not save
One from the pitiless wave?
Is all that we see or seem
But a dream within a dream?


Edgar Allan Poe

28.12.08

Feliz Ano Novo!

João Noutel
Progress, 2007
Técnica mista sobre MDF
170 x 220 cm

30.10.08

Thalassa platia


Compositores: Manos Hadjidakis/Giorgos Roussos.
Intérprete:
Aliki Vougiouklaki
Do filme: "Mantalena" (1960)


Thalassa platia
(Deep And Silent Sea)

Deep and silent sea,
Close to you I feel protected
You are so like me
In your face I am reflected
Tell me what to do
For you know so well
My soul is restless too

Touching every shore
You belong to no one ever
Let the tempest roar
You remain and dwell forever
Secret are your ways
Do you wonder that I'd love you
All my days

You can be unkind
Where the children play
And you drown their castles in the tide
They don't seem to mind
For they run to you and
Their arms are open wide

Teach me to be free
To be sure and strong and sea-like
Deep and shining sea
You are what I long to be like
Let the world go by
I will love you till
The silent sea runs dry

13.10.08

Ritournelle de la Faim

«Les dernières mesures du Boléro sont tendues, violentes, presque insupportables. Cela monte, emplit la salle, maintenant le public tout entier est debout, regarde la scène où les danseurs tourbillonnent, accélèrent leur mouvement. Des gens crient, leurs voix sont couvertes par les coups de tam-tam. Ida Rubinstein, les danseurs sont des pantins, emportés par la folie. Les flûtes, les clarinettes, les cors, les trompettes, les saxos, les violons, les tambours, les cymbales, les timbales, tout sont ployés, tendus à se rompre, à s'étrangler, à briser leurs cordes et leurs voix, à briser l'égoïste silence du monde.

Ma mère, quand elle m'a raconté la première du Boléro, a dit son émotion, les cris, les bravos et les sifflets, le tumulte. Dans la même salle, quelque part, se trouvait un jeune homme qu'elle n'a jamais rencontré, Claude Lévi-Srauss. Comme lui, longtemps aprés, ma mère m'a confié que cette musique avait changé sa vie.


Maintenant, je comprends pourquoi. Je sais ce que signifiait pour sa génération cette phrase répétée, serinée, imposée par le rytme et le crescendo. Le Boléro n'est pas une pièce musical comme les autres. Il est une prophétie. Il raconte l'histoire d'une colère, d'une faim. Quand il s'achève dans la violence, le silence qui s'ensuit est terrible pour les survivants étourdis.»

in Ritournelle de la Faim, de Jean-Marie Gustave Le Clézio
Gallimard, 2008, pp. 206

12.9.08

Mamma Mia !


Já experimentaram o novo antidepressivo? Chama-se «Mamma Mia», tem formato de filme e espero que apareça brevemente em DVD. Os riscos de habituação são sérios: vi o filme duas vezes numa semana e quero mais. Dada a composição do produto, quem sofrer de insónia, não deve tomá-lo à noite. É magistral esta comédia musical! Faz mesmo bem à saúde!

Thank You For The Music!

21.5.08

India Song

... cantada por Jeanne Moreau


Poema de Marguerite Duras, Música de Carlos D'Alessio
Do filme India Song


Chanson,
Toi qui ne veux rien dire
Toi qui me parles d'elle
Et toi qui me dis tout
Ô, toi,
Que nous dansions ensemble
Toi qui me parlais d'elle
D'elle qui te chantait
Toi qui me parlais d'elle
De son nom oublié
De son corps, de mon corps
De cet amour là
De cet amour mort
Chanson,
De ma terre lointaine
Toi qui parleras d'elle
Maintenant disparue
Toi qui me parles d'elle
De son corps effacé
De ses nuits, de nos nuits
De ce désir là
De ce désir mort
Chanson,
Toi qui ne veux rien dire
Toi qui me parles d'elle
Et toi qui me dit tout
Et toi qui me dit tout

8.7.07

Há uma música do povo



Há uma música do povo,
Nem sei dizer se é um fado
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado...
Ouvindo-a sou quem seria
Se desejar fosse ser...
É uma simples melodia
Das que se aprendem a viver...

E ouço-a embalado e sozinho...
É isso mesmo que eu quis ...
Perdi a fé e o caminho...
Quem não fui é que é feliz.

Mas é tão consoladora
A vaga e triste canção ...
Que a minha alma já não chora
Nem eu tenho coração ...

Sou uma emoção estrangeira,
Um erro de sonho ido...
Canto de qualquer maneira
E acabo com um sentido!


Poema de Fernando Pessoa


Agora ouçam e chorem...

27.6.07

BS #7 Lady sings the blues

Quando nasceu, a 7 de Abril de 1915, a mãe de Eleanor Fagan Gough tinha apenas 13 anos. O pai tinha quinze e abandonou-as pouco tempo depois, seguindo viagem com uma banda de jazz. Eleanor comeu o pão que o diabo amassou. Começou a cantar para sobreviver, num bar de Harlem. Tinha quinze anos. Actuou em várias casas até John Hammond reparar nela, e foi através deste músico-produtor-crítico musical que ela gravou seu primeiro disco (1933): na companhia do rei do swing, o clarinetista Benny Goodman. Era o real início de sua carreira. Atingiu a celebridade, apresentando-se com as orquestras de Duke Ellington, Teddy Wilson, Count Basie e Artie Shaw, e ao lado de Louis Armstrong.
Eu descobria-a aos dezoito anos. E esta voz triste, que às vezes parece arrastar o corpo, outras vezes chamar-nos para o amor, que nos dá vontade de dançar ou de beijar, ainda me surpreende. Está viva. Não podem ter passado já (quase) cinquenta anos desde a sua morte! Reconhecemo-nos ainda, tanto, nos seus versos e no modo como os canta...

BILLIE HOLIDAY



EMBRACEABLE YOU (Gershwin/Gershwin)



CHEEK TO CHEEK (Irving Berlin)



THE VERY THOUGHT OF YOU (Ray Noble)



MY MAN (Charles/Pollack/Williametz/Yvain)


Fotos de William P. Gottlieb, The Golden Age of Jazz

7.6.07

BS #3 Jacinto Chiclana

aqui falei deste álbum


"Toda lectura implica una colaboración y casi una complicidad. En el Fausto, debemos admitir que un gaucho pueda seguir el argumento de una ópera cantada en un idioma que no conoce; en el Martín Fierro, un vaivén de bravatas y de quejumbres, justificadas por el propósito político de la obra, pero del todo ajenas a la índole sufrida de tos paisanos y a los precavidos modales del payador.
En el modesto caso de mis milongas, el lector debe suplir la música. ausente por la imagen de un hombre que canturrea, en el umbral de su zaguán o en un almacén, acompañándose con la guitarra. La mano se demora en las cuerdas y las palabras cuen­tan menos que los acordes.
He querido eludir la sensiblería del inconsolable “tango-canción” y el manejo sistemático del lunfardo, que infunde un aire artificioso a las sencillas coplas.
Que yo sepa, ninguna otra aclaración requieren estos versos."

in Para las seis cuerdas (Prólogo), Jorge Luis Borges, 1965


Señores, a Milonga de Jacinto Chiclana
pela voz de Jorge Luis Borges (clicar em "escuchar el poema")




Bónus:

- Borges por él mismo

- Homenagem de Astor Piazzolla a outro poeta argentino

A Evaristo Carriego

6.6.07

Violeta

"Viola Piadosa. Tu dolor es un círculo infinito que no comienza no termina nunca pero tu te sobrepones a todo. Viola Admirable.
Y vivió para crear-cantar-mostrar la música de un continente que ardía. Y siendo primavera, no conoció la primavera popular, y tampoco el invierno de fusiles y muertes... Un día de febrero de 1967 decidió matar los padeceres, decidió volar y se marchó. Qué manera de caer hacia arriba -dijo Nicanor-. Y de ser sempiterna esta mujer. De cielo en cielo corre o nada o canta. La Violeta terrestre: la que fue, sigue siendo. Pero esta mujer sola en su ascensión no sube solitaria: la acompaña la luz del toronjil, del oro ensortijado de la cebolla frita, la acompañan los pájaros mejores. La acompaña Chillán en movimiento.
Y Violeta se fue, dando "Gracias a la vida, que me ha dado tanto, me dio el corazón, que agita su marcha, cuando miro el fruto, del cerebro humano, cuando miro al bueno, tan lejos del malo, cuando miro el fondo, de tus ojos claros"... Se fue con la vida en el corazón, con el amor perdido en la memoria, con el fuego en la piel, con la música en el aire, con el aire... se fue como vino... alegre y triste, añorando la mañana...
Violeta Parra. Nace en San Carlos, provincia de Ñuble, 400 kilómetros al sur de Santiago. Su madre, abandonada por su esposo, la cría junto a diez hermanos. Su infancia transcurre en el campo. A los 9 años se inicia en la guitarra y el canto. A los doce escribe sus primeros versos y canciones. Empieza su vida artística cantando en circos y bares, hasta que en 1953 presenta un recital con gran éxito en la casa de Pablo Neruda. Radio Chilena se hace eco y decide transmitir sus canciones. Así pasa a ser conocida en todo el país y a realizar giras por distintas provincias. En 1955 participa en el Festival de la Juventud, en Polonia. Ese mismo año graba su primer disco para Chants du Monde, del Museo del Hombre.
Es una de la primeras cantantes chilenas que busca las raíces del folclore de su país. Además logra proyectarse como una de la figuras más representativas del movimiento latinoamericano que utiliza el canto y el arte en general, como un instrumento de la lucha social.
Su vida la pasa yendo y viniendo entre Santiago y Europa. En Chile funda el Museo de Artes Populares de Concepción, en el que trabaja en la música, la tapicería y la pintura. En Europa, expone su obra en 1964, en el museo de Louvre, en París, con gran repercusión. En 1965 funda en Santiago el Centro de Cultura y Folclore "La Violeta", lugar de creatividad para los integrantes de la nueva canción chilena y latinoamericana. Un centro de arte popular que juntó a cantantes y poetas como Víctor Jara, Paco Ibañez, Soledad Bravo, Mercedes Sosa, Pablo Neruda y Atahualpa Yupanqui, entre otros.Cantando a las cosas cotidianas, al dolor, a la vida, al amor, Violeta Parra camina su vida. Innumerables canciones suyas recorren la geografía del mundo en distintos idiomas. "La carta", "Gracias a la vida", "Santiago penando estás", "Ausencia" y "Casamiento de negros", son solo algunas. Dicen aquellos que la conocieron, que vivió padeciendo "mal de amores", gozando-vibrando-sufriendo cada relación de pareja. Se suicidó, en la Carpa de la Reina, periferia de Santiago, un día de soledades y tristezas, el 5 de febrero de 1967."

in Kintto Lukas, Mujeres del siglo XX, Ediciones Abya Yala, 1997