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2.11.07

Rui Pedro - Andarilho

PANO CRU


BEBIANA


MALA REPUTATION



Rui Pedro fez a primeira parte do concerto de Lloyd Cole, em Aveiro.

3.9.07

Primeiro dia

Em direcção ao Norte, parar aqui para ouvi-lo cantar o que nunca se esqueceu. A voz e as palavras, com célticos e lusos re-arranjos. Tão bom!



Sérgio Godinho esteve ontem na Feira da Luz em Montemor-O-Novo.



Hoje será a vez de Pedro Abrunhosa. Numa festa onde há um pouco de tudo: concursos de mel e desporto aventura, concurso de ovinos merino preto precoce ou de bovinos de raça charolesa e torneios de malha, concursos de rafeiros do Alentejo e concursos de pesca à linha, hipismo (nunca vi tantos puros lusitanos juntos!) e cicloturismo, largadas de touros e novilhadas, teatro e exposições ("em Lino gravura sobre a história “A Maior Flor do Mundo” – de José Saramago"; "brinquedos que atravessam o tempo"), oficina de crianças, carrósseis, insufláveis, tiro ao alvo, algodão doce, e uma feira de agrícola (gado, tractores, manjedouras...) e de artesanato. Mas isto não é tudo..., comem-se as melhores costeletas do mundo no restaurante Importante!

Depois do ameno Allgarve, soube bem este banho de lusas tradições!

20.7.07

Amanhã Demanhã Doce Norte

1. Quando andávamos na universidade, depois de beber uns copos a mais, eu e a minha amiga G. fazíamos muitas vezes um show musical com um alinhamento muito especial. Constava sempre uma canção das Doce, Amanhã Demanhã, que cantávamos com um acentuado sotaque do norte. "Feicha a puorta, apaga as luzis, bem deitar-te a moeu lado/Dá-me um bueijo e o meu deseijo vai ficar acuordado". Ela era de Braga, e as duas, nortenhas (mesmo sem ser de gema), não tínhamos nenhuma dificuldade em dar um tom muito natural à pronúncia. Junto dos lisboetas da Universidade Nova (que por acaso eram poucos) e do Bairro Alto tivémos algum sucesso.

2. Passados vinte anos, não queria acreditar quando comecei a ouvir as minhas filhas cantar esta canção. Esta e outras das Doce, tipo "Uma da manhã, Hei"! As letras não se adequam muito a meninas de 6/7 anos, certo? Mas não havia nada a fazer. A Docemania tinha chegado cá a casa! Surpresa: quando fizeram anos, receberam o CD!

3. Agora que elas estão de férias, há sempre um momento do dia em que Amanhã Demanhã ecoa pela casa. Como elas sabem que esta é "a música da mamã e da madrinha G.", até aumentam o volume!

4. Dei por mim no duche a inventar versões diferentes desta canção. É difícil expressar-vos a emoção da descoberta, mas esta letra dá para tudo! Comecei com um swing: "Fe-cha-a-por-ta apa-ga a luUuUuUuUz". A versão cabaret alemão também fica bem, mas como não posso dançar para vocês, não sei se consigo convencer-vos. Como modinha brasileira é um mimo: "Fêche a porta, apague a luz, vem deitarrr-te a meu ladu". Enfim, demorei um tempão no duche, o que é pouco ecológico, mas saí de lá com a alma lavada. E concluí que a melhor versão é a da balada à Jorge Palma, mesmo se o estilo Madredeus também não fica nada mal. Deixo-vos a letra, decidam.

Fecha a porta, apaga as luzes
Vem deitar-te a meu lado
Dá-me um beijo e o meu desejo
Vai ficar acordado

Vem amor, a noite é uma criança
E depois quem ama por gosto não cansa
Amanhã de manhã

REFRÃO: Vamos acordar e ficar a ouvir
A rádio no ar, a chuva a cair
Eu vou-te abraçar e prender-te então
No corpo que é teu, na cama, no chão
Os nossos lençóis e a colcha de lã
Eu vou-te abraçar amanhã de manhã

Fecha os olhos, esquece o tempo
Nesta noite sem fim
Abre os braços, acende um beijo
Fica dentro de mim

Vem amor, a noite é uma criança
E depois quem ama por gosto não cansa
Amanhã de manhã


5. Saiu o Norte, e eu gosto muito do Jorge Palma.

12.6.07

BS #4 Nhlonge Yamina

MARIA JOÃO e MÁRIO LAGINHA



Na rádio tocou Saudosa Maloca (de Adoniran Barbosa) de Danças. Hesitei com Nhlonge Yamina (do álbum Cor). Ambas têm pele com dança lá dentro.

A minha pele tem dança lá dentro
Um, dois, 500, 7 milhões de poros
abertos para o ar, num mar de movimentos.

É independente da minha vontade
mas depende dos meus caprichos.
Vive sem pintura, gosta mais
de estar nua que vestida.

A minha pele é fruta e legumes,
carne e peixe.
Toda ela se arrepia de prazer,
se contrai dolorida, mergulha na água,
enxuga-se ao sol.

Protege-me dos desgostos e
aconchega-me, esconde os meus segredos,
brilha muito,
confunde-se com as árvores.

A minha pele é mais macia
entre as pernas e é perfumada.
A minha pele é cor de chocolate
com pingos de sol.

24.5.07

Às vezes o amor



"As cidades onde marcavam encontros furtivos, o mapa que iam traçando, ponto por ponto, no corpo e na memória, e incluía bares, hotéis, aeroportos, cadeiras do Jardim do Luxemburgo, o início do Tiergarten, o relógio do Bahnhof Zoo, horários, mesas de café, altifalantes, lojas, impressos, chegadas e partidas, filas de trânsito onde táxis avançavam penosamente sob a chuva.
Incluía todas as cidades possíveis, excepto a deles, que se tinham tornado opacas, porque as tinham colocado provisoriamente no parêntesis da vida. Ignoravam-nas no tempo intermédio, e só se sentiam vivos a caminho de outras. (...)

Se o amor acabesse, pensaram saindo do taxi com as malas e partilhando ainda o mesmo guarda-chuva antes de partirem para destinos diferentes, se o amor acabasse, todas as cidades se tornariam ilegíveis."

A Mulher que Prendeu a Chuva, in: Cidades, pp 105-106
Sudoeste Editora, 2007


Aproveito para vos informar das datas das próximas apresentações do último livro de Teolinda Gersão:

FNAC NORTESHOPPING
19 de Maio, Sábado, 21:30

FNAC COLOMBO - LISBOA
29 de Maio, Terça-feira, 18:30

30.4.07

Somos Livres

Ermelinda Duarte



Ouvia-a aqui e roubei-a à má fila. Com oito anos sabia esta canção de cor. e cantei-a (quem não cantou?) durante anos. de tal maneira que no exame final da 4ª classe fiz uma composição sobre uma gaivota. Lembro-me vagamente do conteúdo, sei que o protagonista era uma gaivota-pomba da paz que voava voava e transformava os lugares por onde passava. A composição foi considerada a melhor do distrito no ano de 1975/76. O 25 de Abril tinha sido ontem e, conscientemente ou não, eu apoiava a revolução. ou não fossem sempre as escolas instrumentos políticos do poder vigente. antes tinham servido (ferozmente) a propaganda salazarista.

Éramos livres, ou queríamos ser livres, mas demorámos algum tempo a sê-lo. A liberdade exigiu aprendizagem. Em Outubro de 1974, no início do novo ano lectivo, as reformas estavam ali, visíveis naquela escola. Na sala, as paredes estavam despidas de Salazar e Caetano. Mantinha-se o crucifixo, que ninguém muda a mentalidade de professores com dezenas de anos de carreira de um dia para o outro. O 1° ano tinha pela primeira vez classes mistas, para gáudio dos mais velhos, como eu, que com as colegas de turma inventávamos casamentos entre meninos e meninas de 6 anos. Ainda me lembro do meu casal preferido, a Clarinha e o Nuno (pobres vítimas da Revolução!). Deixou de haver um muro a separar o edifício dos rapazes e o das raparigas e isso era estranhissímo. Nos anos anteriores era expressamente proibido passar o muro para o outro lado, o castigo era grande para quem o fizesse e, de repente, não havia muro, e éramos convidados a usar todo o espaço do recreio. Nunca consegui atravessar o muro que já não existia. Lembro-me perfeitamente de sentir que continuava a infringir qualquer lei. Quando os rapazes passaram a ocupar o "nosso" espaço, não gostei. As brincadeiras deles eram mais violentas. Um dia, uma bola mal lançada atingiu-me no estômago, fiquei sem conseguir respirar por uns momentos; quando recuperei fui ter com o miúdo e ordenei furiosa: "volta para o teu recreio!".

Quando penso na votação do concurso Grandes Portugueses, ou nas manifestações pró-fascistas e xenófobas dos últimos tempos, penso sempre que há gente que ainda não aprendeu o novo espaço de liberdade. Quando se zangam, continuam a gritar: "volta para o teu recreio!"

Não sei é se isso acontece por terem passado 33 anos, ou se acontece por terem passado 33 anos! Viver em liberdade exige aprendizagem, mas também memória.

25.4.07

1974

E então olhei à minha volta
Vi tanta esperança andar à solta
José Mário Branco




O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raíz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro

Ruy Belo

12.1.07

Elisabete Matos

Existem certos nomes que não podemos nem devemos desconhecer, mesmo que já os tenhamos perdido para outros mundos maiores que este nosso rectângulo. Um exemplo óbvio e muitas vezes apontado é o de Paula Rego. Vive em Londres. É nossa, mas também já não o é. Não é que cultive o patriotismo desesperado. Gosto muito daqueles versos de Pessoa em O Infante: Deus quis que a Terra fosse toda uma/ Que o mar unisse, já não separasse. (...) E a orla branca foi/ De ilha em continente/ Clareou correndo até ao fim do mundo/ E viu-se a terra inteira, de repente/ Surgiu redonda do azul profundo. Mas sabem, "falta" mesmo "cumprir-se Portugal".

Elisabete Matos é uma soprano lírica e, dizem os entendidos, é fabulosa! Por cá, quem a conhece, para além dos habitués do São Carlos? Leio na Visão/JL: "Já cantou em palcos tão importantes como o do Scala de Milão ou o do Metropolitan de Nova Iorque. Foi Mimi em La Boheme, Tosca na ópera homónima de Puccini e Dona Elvira em Don Giovanni. Vive há 20 anos em Madrid...". Sei que foi Plácido Domingo quem a lançou na cena internacional. Um amigo mais informado esclareceu-me que ela é capaz de interpretar a Abigaille de Nabucco como poucas. Fê-lo há pouco tempo, na Opera de Toulon.

O seu site está escrito em espanhol mas, pesquisando o calendário de concertos para a época 2006/2007, percebo que não podemos acusá-la de ter esquecido Portugal. Lisboa, Porto, Viseu, têm tido e vão ter a honra de a receber. Parece-me pois que é tempo de todos fixarem o seu nome. Elisabete Matos. Merece salas cheias, bilhetes esgotados, certamente muitos aplausos, o que implica, a priori, a nossa curiosidade.



Ballo in maschera - Verdi
Elisabete Matos & Denis O'Neil

7.12.06

A Naifa


Eu conhecia Música, um poema de José Luis Peixoto, e pouco mais. Foi o maior sucesso do álbum de 1994, Canções Subterrâneas. Sabia da voz poderosa de Maria Antónia Mendes e da musicalidade original da banda, mas perdi os concertos __ até ontem. Confesso que comecei por estranhar Monotone (de João Miguel Queirós), Da uma da noite às oito da manhã (de Nuno Moura), no início a bateria abafava a voz, não se ouvia o baixo, ainda me ocorreu que ela "puxava" demasiado pela voz e não era preciso, não era mesmo, que ela tem voz que parece que nunca vai doer, a voz dela É, simplesmente É, faz de qualquer poema com fraca cadência uma canção que merece ser ouvida, desgostei do teatro da vocalista com João Aguardela, aquela do cigarro era dispensável, mesmo se gosto desses ambientes de tango, de tasca, de boémia, mas bem encenados, há ali coisas que têm de ser polidas, e a guitarra portuguesa de Luis Varatojo é magnífica, pois, mas e se houvesse menos amplificador, e, de repente, só por uns momentos, a pudessemos ouvir sem efeitos, o som da guitarra portuguesa dedilhada, só por uns momentos, ruptura, para re-despertarmos, e ia pensando isto tudo, como as marés recuam e avançam, mas A verdade apanha-se com enganos e 3 MINUTOS ANTES DE A MARÉ ENCHER fui completamente apanhada pela onda. A sala foi abaixo com Desfolhada e com Tourada, e ela tem o ímpeto da Simone de Oliveira e o balanço do Fernando Tordo, mas é a Maria Antónia Mendes, e é única, não é imitação de coisa nenhuma. A sala rendida, A Naifa em apoteose, quantos encores?, e a certeza de que vão crescer, porque transpiram talento e paixão.

11.10.06

Jacinta


Antes d' O Contrabaixo, vamos poder ver e ouvir uma diva, JACINTA, a cantora de jazz portuguesa, the one.


Concerto Jacinta Quinteto
Teatro Aveirense - Quarta, 11 de Outubro
21:30


- Adenda -----pós espectáculo
Sim, o quinteto é virtuoso. Arrepiante, o baterista João Lencastre. Exímios, Rui Caetano (piano) e Jorge Reis (sax). Sensual, vibrante, o contrabaixista João Custódio - adorei o som e a forma como os dedos dançavam nas cordas (sim, sou suspeita, com esta predilecção por contrabaixos). Sim, Jacinta, que mergulha em variações de Duke Ellington, António Carlos Jobim ou até Zeca Afonso, sempre com um sorriso e muito sentido de groove e swing. E no fim, um sentimento muito particular, uma empatia, algo que emergiu devagarinho e me distraiu, mas observar aquela mulher situou-me numa geração, a minha, e observar o seu corpo, foi como ver-me ao espelho, olha estou diferente, ela também, mais redonda, cheia, mãe (a filha de seis anos estava na plateia, as minhas filhas de seis anos dormiam), e esta vontade de rir, de fruir, que ficou dos vinte anos, de sempre. Saí de lá a cantar Chega de Saudade do Jobim. Sim, chega.

14.12.05

Amália Rodrigues


Demorei anos até gostar mesmo dela. Acho que foi por excesso de portugalidade. dela. Mas depois chegou o tempo das primeiras audições despidas de preconceitos. Ouvir pela primeira vez um fado que já ouvira milhares de vezes. Ai Mouraria da velha rua da Palma onde eu um dia deixei presa a minha alma... Ai Mouraria do homem do meu encanto que me mentia mas eu adorava tanto. E mesmo sem tristeza ou fado no coração, a voz grave e aqueles volteios fizeram o seu efeito. Comprei o primeiro álbum na era dos cd's, Estranha Forma de Vida.

E então fixei vários, muitos fados, e alguns fados-canção. Aqui, podereis ouvir
Fado Português (oferenda de um marinheiro). Que estava triste cantava. Esse verso é tão bonito. ou Ai que lindeza tamanha. Falo das palavras e do acorde a saber a choro. Confesso que este poema de José Régio não me agrada no todo, e (quase) fugimos do tempo desta portugalidade. Mas a forma como Alain Oulman o musicou e a mestria da fadista tornam-no delicioso. Mas Amália cantou David Mourão-Ferreira, Alexandre O'Neill, Pedro Homem de Melo, Ary dos Santos, Manuel Alegre... excelentes poetas, que escreveram já a pensar na sua voz.

Os meus fados favoritos são os de Alberto Janes. Cheios de fatalismo (Foi Deus) ou de brejeirice popular (Vou dar de beber à dor), adoro cantá-los com Amália. Foi no domingo passado que passei à casa onde vivia a mariquinhas mas está tudo tão mudado.... Mas para me verem parar e sentir cada batida, ponham-me o Barco Negro (de Caco Velho-Piratini-David Mourão-Ferreira). Acordei tremendo deitada na areia. Mas logo os meus olhos disseram que não e o sol penetrou no meu coração... e o teu barco negro dançava na luz. Vi teu braço acenando entre as velas já soltas. Dizem as velhas da praia que não voltas. São loucas! São loucas!

1.5.05

InJAZZ


Bernardo Sassetti

Por onde começar? Talvez repetindo os agradecimentos de Sassetti: à CMA, ao Teatro Aveirense e sobretudo a Pedro Santos da ONC - Produções Culturais. Pedro Santos arriscou a iniciativa do InJazz num país onde tudo está centralizado..., houve um problema de público... mas por isso mesmo, porque é importante educar para a cultura, para a música, para o Jazz..., há que fazer uma aproximação, assim, em 6 cidades do país...

E depois, hoje. Não houve um problema com o público. A sala estava cheia. Bernardo Sassetti encheu a sala. E Mário Delgado, é claro.

Mas eu só ouvi o Sassetti. São coisas que não se devem contar. Mas foi tão bom, tão bom, ouvi-lo durante cerca de uma hora e meia, gostei tanto tanto daquele som que saiu de dentro do piano domesticado, que não quis ouvir mais nada. Quis manter a memória daquelas melodias intacta, sem interferências. Saí no intervalo e passei o bilhete a um amigo que assim pôde assistir à segunda parte do espectáculo com os Filactera Redux de Mário Delgado.

Sasseti tocou peças de Indigo (álbum lançado em finais de 2004) e mais umas tantas improvisações precisas - ele tem a certeza das notas que toca - que se inspiraram em John Coltrane, John Lennon e até José Afonso (belíssima a "revisitação criativa" das melodias do Zeca Afonso, desta vez sem Mário Laginha).

Os encores foram muitos, o pianista acedeu sempre, ofereceu inéditos (a banda sonora de um filme, mais uma) e bónus ao público.

Conhecerão o estilo. Intimista, emotivo, louco, contido, melódico. Virtuoso é claro, e mágico. Às vezes tinha a impressão de sonatas a quatro mãos, orquestra e coro. Mas era só ele, Bernardo Sassetti a solo.

Ahhhhhhhh, que bom que foi!

22.4.05

José Mário Branco



Resistir é vencer é um álbum belíssimo, fantástico, maduro, poético, ... descobri-o e ando a ouvi-lo a ouvi-lo. Canção preferida, já agora: o papão do anão!

24.3.05

Mão Morta. Exposição de fotografias


Pedro Sousa

Na livraria Centésima Página, em Braga, está patente uma exposição de fotografias e textos muito singular. O fotógrafo Pedro Sousa captou os Mão Morta em movimento e Adolfo Luxúria Canibal dissecou os textos que acompanham as imagens. Até 31 de Março, bracarenses & penetras poderão passar por lá e arrepiar-se. De resto, e porque "Já há muito tempo que nesta latrina o ar se tornou irrespirável", talvez tenham tido conhecimento deste Aviso.

AVISO À POPULAÇÃO
[Adolfo Luxúria Canibal]

atenção! atenção! aviso à população! atenção! atenção! aviso à população! esta madrugada deu-se uma fuga do sector dos lazeres. o grupo mão morta abandonou o nicho alternativo que ocupava no mercado do entretenimento. os seus membros, aptos a exercer diferentes ofícios, podem facilmente infiltrar-se noutros sectores da nossa democracia. são considerados perigosos. repito: são considerados perigosos! qualquer informação relativa a estes indivíduos deve ser imediatamente comunicada ao jornalista da sua área. atenção! atenção! aviso à população! atenção! atenção! aviso à população!