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20.2.10

Salvatore Sciarrino

Gráfico do compositor siciliano Salvatore Sciarrino

«A me non succede di cominciare dalla prima nota e finire con l’ultima […]. Seguo un percorso di prospettiva generale, che non è assolutamente rettilineo. […] Ecco perché inseguo subito la visione d’insieme con i diagrammi di flusso. […] È una metodologia che ho messo a punto da oltre quarant’anni, e che ritengo adatta a me e al momento che stiamo vivendo. […] Un diagramma è come una partitura ‘prosciugata’ ma con delle informazioni in più. In poco spazio permette di abbracciare tutta la composizione, dall’inizio alla fine, e di avere il dominio della forma, del tempo e della relazione fra gli eventi».



O Silêncio vai instalar-se em Aveiro entre 15 e 24 de Abril.
Estejam à escuta. Vai haver mais notícias. Schuuu.

19.2.10

Salvatore Sciarrino

Lettera degli antipodi portata dal vento

Matteo Cesari - flute

17.1.07

Dust


DUST, an opera by Robert Ashley and Yukihiro Yoshihara (video direction) whose imaginary setting is a street corner anywhere in the world, where those who live on the fringes of society gather to talk, to each other and to themselves, about life-changing events, missed opportunities, memory, loss and regret.

Five "street people" recount the memories and experiences of one of their group, a man who has lost his legs in some unnamed war. As part of the experience of losing his legs, he began a conversation with God, under the influence of the morphine he was given to ease his pain. Now he wishes that the conversation, which was interrupted when the morphine wore off, could be continued so that he could get the "secret word" that would stop all wars and suffering. (90 minutes)


1. Friends (15:00)
2. Theosophy (9:57)
3. The Priest (9:57)
4. If There's Anything... (9:57) [excerpt]


5. The Little Gun (9:57)
6. Friends (2:53)
7. No Legs (8:30)

Disc 2
1. Don't Get Your Hopes Up (6:02) [excerpt]


2. Just One More Time (6:56) [excerpt]

3. It's Easy (4:36)
4. The Angel of Loneliness (5:04)

11.1.07

Perfect Lives

Robert Ashley, solo voice; Jill Kroesen and David Van Tieghem, chorus; "Blue" Gene Tyranny, keyboards; David Van Tieghem, non-keyboard percussion; Peter Gordon, music producer; Paul Shorr, soundtrack producer.

Perfect Lives has been called "the most influential music/theater/literary work of the 1980s." At its center is the hypnotic voice of Robert Ashley. His continuous song narrates the events of the story and describes a 1980's update of the mythology of small town America. Perfect Lives is populated with myriad characters revolving around two musicians — "R", the singer of myth and legend, and his friend, Buddy, "The World's Greatest Piano Player". They have come to a small town in the Midwest to entertain at the Perfect Lives Lounge. As Robert Ashley describes in the opera synopsis, "they fall in with two locals to commit the perfect crime, a metaphor for something philosophical: in this case, to remove a sizable about of money from The Bank for one day (and one day only) and let the whole world know that it was missing."

The eloping couple, Ed and Gwyn, the old people at the home, the sheriff and his wife (Will and Ida) who finally unravel the mystery, and Isolde who watches the celebration of the changing of the light at sundown from the doorway of her mother's house are some of the characters who journey through the seven episodes of the opera.

Derived from a colloquial idiom, Perfect Lives transforms familiar material into an elaborate metaphor for the rebirth of the human soul. It has been called a comic opera about reincarnation.

Disc 1:
1. The Park (Privacy Rules) (24:25)
2. The Supermarket (Famous People) (24:53)
3. The Bank (Victimless Crime) (25:03) [excerpt]



Disc 2:
1. The Bar (Differences) (24:48) [excerpt]
2. The Living Room (The Solutions) (25:07)



Disc 3:
1. The Church (After the Fact) (24:44)
2. The Backyard (T'Be Continued) (24:45) [excerpt]





Big Ego VI



Robert Ashley - Interiors With Flash
[3:07][1978]

5.1.07

Big Ego II


Philip Glass - A Secret Solo
[2:17][1977]

Este som que nos enlouquece... A culpa é do microfone.

Gordon Mumma
Foto de Jacqueline Leuzinger, 1964


Horn (6:21), de Gordon Mumma




Gordon Mumma, French Horn; Robert Ashley, Cybersonic Console; George Cacioppo, Cybersonic Console.

Horn is a live-performance electronic "chance" composition. The sound source is a French Horn fitted with a special mute containing a microphone. The sounds from the microphone are fed to the two cybersonic consoles (transistorized sound modifiers). The consoles are operated by two performers who determine the continuity of the work during each performance, according to the conditions specified by the composer. Thus, the composition changes at each performance.


Para mais info, consultem Aspen No. 4

21.12.06

Feitiços

Roland Hayrabedian e Musicatreize estiveram ontem em Aveiro. Este ensemble vocal e instrumental de Marselha ofereceu-nos: "Três esconjuros, para coro a capella" de Lopes Graça e "As feiticeiras, cantata técnica", uma composição de António Chagas Rosa com texto de Maria Teresa Horta.

Gostei muito desta interpretação da peça de Lopes Graça. Mas "As feiticeiras" nasceram de um projecto mais ambicioso. Hayrabedian decidiu levar a cena sete contos musicais sobre libretos e composições originais, oriundos de sete países europeus. Cada conto propõe uma viagem a um universo específico, pela pena de um escritor vivo. Portugal inaugurou o ciclo. "Feiticeiras", um poema dramático original da poetisa Maria Teresa Horta, foi musicado por António Chagas Rosa. Se não conhecem, fixem o nome. É provavelmente o mais importante compositor contemporâneo português, e é já uma referência no panorama da música erudita no mundo.

Maria Teresa Horta escolheu o tema das feiticeiras, perseguidas e queimadas no fogo da Inquisição, por considerar que foram as primeiras feministas da História.


Os Musicatreize actuaram agora em Aveiro, no auditório do Departamento de Comunicação e Arte da UA, inseridos nos Festivais de Outono. Em Março de 2007 vão regressar para actuar em Lisboa (em Abril, a digressão vai levá-los ao Brasil). Este projecto inclui a publicação de um livro-CD, bilingue. "As Feiticeiras" tem ilustrações de Toni Casalonga. A edição é da Actes Sud. Guardei este livro como uma jóia.

Entretanto, os Festivais de Outono continuam! No próximo dia 14 vamos poder ouvir Maria João Pires.

21.11.05

JOHN CAGE - Variations I for David Tudor

Interpretado por Patricia Kopatchinskaja e Mihaela Ursuleasa

1.5.05

InJAZZ


Bernardo Sassetti

Por onde começar? Talvez repetindo os agradecimentos de Sassetti: à CMA, ao Teatro Aveirense e sobretudo a Pedro Santos da ONC - Produções Culturais. Pedro Santos arriscou a iniciativa do InJazz num país onde tudo está centralizado..., houve um problema de público... mas por isso mesmo, porque é importante educar para a cultura, para a música, para o Jazz..., há que fazer uma aproximação, assim, em 6 cidades do país...

E depois, hoje. Não houve um problema com o público. A sala estava cheia. Bernardo Sassetti encheu a sala. E Mário Delgado, é claro.

Mas eu só ouvi o Sassetti. São coisas que não se devem contar. Mas foi tão bom, tão bom, ouvi-lo durante cerca de uma hora e meia, gostei tanto tanto daquele som que saiu de dentro do piano domesticado, que não quis ouvir mais nada. Quis manter a memória daquelas melodias intacta, sem interferências. Saí no intervalo e passei o bilhete a um amigo que assim pôde assistir à segunda parte do espectáculo com os Filactera Redux de Mário Delgado.

Sasseti tocou peças de Indigo (álbum lançado em finais de 2004) e mais umas tantas improvisações precisas - ele tem a certeza das notas que toca - que se inspiraram em John Coltrane, John Lennon e até José Afonso (belíssima a "revisitação criativa" das melodias do Zeca Afonso, desta vez sem Mário Laginha).

Os encores foram muitos, o pianista acedeu sempre, ofereceu inéditos (a banda sonora de um filme, mais uma) e bónus ao público.

Conhecerão o estilo. Intimista, emotivo, louco, contido, melódico. Virtuoso é claro, e mágico. Às vezes tinha a impressão de sonatas a quatro mãos, orquestra e coro. Mas era só ele, Bernardo Sassetti a solo.

Ahhhhhhhh, que bom que foi!

12.4.05

Songs from de trilogy


Philip Glass

Talvez se lembrem da banda sonora do filme The Hours. Eu descobri-o no século passado depois de ver Mishima (de Paul Schrader), também com música original de Philip Glass. Ele é um dos fundadores do minimalismo americano, a sua música é hipnótica e repetitiva. e intensa. Mas o que me fez ajoelhar (exagero. dobrar-me) foi a ópera. Philip Glass é um dos mais sublimes compositores contemporâneos de ópera.

Em 1977 compôs Einstein on the Beach, em 1980 Satyagraha e em 1983, Akhenaten. As três formam uma trilogia de óperas-retrato. Todas se centram num grande sábio ou, como explicou Glass, num homem cuja visão pessoal tenha revolucionado o pensamento do seu tempo pelo poder das ideias e não pela força das armas.

Einstein, Satyagraha-Gandhi (a ópera incide mais nos primeiros anos de actividade política na África do Sul) e Akhenaten, rei egípcio, considerado o primeiro monoteísta.
Deixo-vos um cheirinho de cada uma destas óperas da trilogia.

[P.S.: deixaram de estar on line no site do músico]